Feiras descumprem horário de desmontagem e limpeza

Em cinco locais visitados, venda continuou até as 14h, quando sobras já deveriam estar em sacos e barracas, desmontadas

Mariana Lenharo e Luiz Guilherme Gerbelli, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2010 | 00h00

Feirantes da capital não estão cumprindo decreto do prefeito Gilberto Kassab (DEM)que limita as vendas nas feiras livres até as 12h30 e determina que às 14 horas todas as barracas estejam desmontadas e as sobras de mercadorias, ensacadas. Em cinco feiras visitadas pela reportagem, nesse horário parte dos feirantes ainda trabalhava, o lixo não havia sido recolhido e os garis aguardavam o fim da feira para iniciar a limpeza.

Nas feiras visitadas, garis e caminhões de lixo chegaram antes das 14 horas, mas não conseguiram trabalhar porque os feirantes não saíram no horário previsto. "Está bem difícil cumprir. Quando aumenta o movimento, a Prefeitura quer encerrar a feira", disse Selma Santos, dona de barraca de frutas na feira da Rua Barão de Capanema, no Jardim Paulista, zona sul.

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras afirmou que a fiscalização tem sido intensa e 70% dos feirantes respeitam os novos horários, "o que possibilita a execução da limpeza das ruas mais cedo e, por consequência, a liberação do tráfego" .

Mas a fiscalização estava presente em apenas uma das feiras visitadas e, na Barão de Capanema, a reportagem constatou ao menos uma placa informando o horário antigo da feira. Sem dar prazos, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que está finalizando um cronograma para trocar as placas com os horários.

Mesmo ultrapassando o horário, feirantes reclamam de queda nas vendas e demissões no setor. "Teve dia em que, às 11h50, eu ainda não havia vendido nem 10% da mercadoria", disse Pedro Tadeu Ignácio, dono de uma barraca de frutas na feira da Rua Sampson, no Brás.

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