Feiras da capital ganharão mais meia hora

O paulistano terá mais tempo para comer o tradicional pastel de feira durante o almoço. A partir de semana que vem, as barracas de pastéis e caldo de cana poderão funcionar até as 13h30. Anunciada ontem, a expansão no horário foi acertada entre a Prefeitura e o Sindicato dos Feirantes.

Luiz Guilherme Gerbelli, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2010 | 00h00

Para os fanáticos por pastéis, o novo horário é recebido com alívio. "É sagrado comer pastel na feira. Antecipava o meu horário de almoço para chegar antes das 12h30", afirma o bancário Douglas de Souza, de 37 anos. As barracas de legumes, verduras e peixe terão meia hora a mais para a comercialização.

O horário de funcionamento das feiras estava limitado entre 7h30 e 12h30 desde janeiro, por determinação do prefeito Gilberto Kassab (DEM), para evitar o acúmulo de lixo nas ruas. O novo decreto mantém o limite de 14 horas para o ensacamento das sobras. A Prefeitura atribuía ao lixo das feiras uma das razões para as enchentes.

Os pasteleiros também comemoraram a ampliação em uma hora. Para eles, o pico nas vendas ocorre depois do meio-dia. "Era bem difícil cumprir o horário antigo. A gente tinha que desligar o fogo quando vários clientes esperavam pelo pastel", diz a feirante Elisa Chinen, multada uma vez por descumprir o decreto.

Somente na feira da Rua Barão de Capanema, zona sul, há cinco barracas de pastéis. Em média, com o novo horário, elas planejam vender cem unidades a mais, das 500 já comercializadas. Se essa projeção for estendida para as 900 feiras da cidade, serão 450 mil pastéis a mais diariamente.

Faturamento. Dona de uma barraca de verduras, a feirante Sueli Araújo de Oliveira, de 54 anos, calcula que seu faturamento caiu 50% por causa da restrição de horário. "Nesses 30 minutos extras, vou conseguir aumentar o lucro", avalia.

Mesmo com a extensão no período de comercialização, o Sindicato dos Feirantes espera ganhar mais meia hora para a desmontagem das barracas. "Estamos preocupados com a saída de todos os caminhões. O prazo atual continua bem apertado para os feirantes que têm barracas no meio da feira", afirma o presidente do sindicato, José Torres.

A nova regulamentação prevê suspensão para barracas autuadas excessivamente. As multas por atraso (R$ 6,95) e por não recolhimento de lixo (R$ 250) vão continuar valendo. De janeiro a junho, foram emitidas cerca de 1.200 multas na cidade.

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