Feira lota e chefs já buscam mais espaço

A portas fechadas, evento reuniu mil pessoas na madrugada e ainda deixou muita gente de fora

ADRIANA FERRAZ, O Estado de S.Paulo

23 Abril 2012 | 03h01

O espaço ficou pequeno diante do interesse do público. Realizada na madrugada de ontem, a primeira feira de comida de rua promovida por chefs da capital paulista conquistou o paladar de quem conseguiu entrar, mas decepcionou - e muito - as centenas de pessoas que passaram horas na fila sem sucesso. Para evitar novos constrangimentos e agradar a todos, os organizadores de O Mercado já planejam nova edição em novo endereço, além da participação na Virada Cultural, já confirmada.

Sem alvará municipal, o evento ocorreu de portas fechadas e começou antes do previsto. Às 23h40 de sábado - e não à 0h de ontem, conforme planejado -, a primeira leva de pessoas foi convidada a entrar no pátio do restaurante Sal Gastronomia, em Higienópolis, na região central, onde 13 barracas serviam os mais variados quitutes, como sanduíches e tacos. Tudo com preços entre R$ 5 e R$ 20.

O clima de quermesse atraiu pessoas interessadas em fazer uma "boquinha" antes ou depois da balada ou de algum programa cultural. A relações públicas Renata Freire, de 24 anos, por exemplo, foi ao Teatro Municipal com os pais e o irmão antes de encarar a fila. "Já esperávamos que estaria lotado, por isso chegamos às 10h50. Foi a nossa sorte. Entramos no primeiro grupo e aproveitamos bastante. Experimentamos quase tudo." A família ficou cerca de uma hora no local. "Quando saímos, ficamos impressionados com a quantidade de gente que esperava para entrar. Acho que a organização deixou um pouco a desejar."

Segundo o chef Henrique Fogaça, dono do Sal Gastronomia, cerca de mil pessoas passaram pelo local durante as cinco horas do evento. "Sabemos que poderíamos ter recebido pelo menos o dobro se tivéssemos mais espaço. Muita gente ficou de fora, mas foi o jeito que tivemos para garantir o conforto de quem entrou", afirmou.

Os organizadores agora vão se reunir para planejar as próximas edições. "Público não vai faltar", diz a advogada Daniele Yogui, de 31 anos. Acompanhada do noivo e de mais dois amigos, ela aprovou a feira e elegeu seu quitute favorito. "Gostei muito da samosa indiana (espécie de pastel) recheada de legumes. Estava deliciosa, assim como o lápis de frango ao curry da mesma barraca", disse.

No cardápio, havia ainda hambúrgueres, defumados em geral, cannoli (doce típico italiano), coquetéis e vinho em taças, além de pratos mais elaborados, como o arroz feito com linguiça, carne e frango do Bar da Onça. A receita levou Alex Atala, o mais renomado chef brasileiro, ao evento.

Virada. Praticamente o mesmo cardápio de O Mercado será apresentado pelo grupo de chefs durante a Virada Cultural, marcada para os dias 5 e 6 de maio. Novidade desta edição, a feira gastronômica será aberta ao público e, por isso, não terá limite de convidados. Ela vai ocorrer em pleno Minhocão, no centro, e terá preços ainda mais em conta: de R$ 5 a R$ 15.

A programação da festa já está definida. A partir da 0h do domingo, dia 6, Alex Atala vai servir a tradicional "galinhada" de seu restaurante Dalva e Dito no Elevado. Depois, às 8h, será a vez de os demais chefs conquistarem o público com suas receitas.

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