Ivan Dias/AE
Ivan Dias/AE

Feira inédita de gastronomia pode ser cancelada

Evento marcado em pátio de restaurante em Higienópolis, na madrugada de domingo, teve expectativa de público superada e ainda não conseguiu alvará

ADRIANA FERRAZ , NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

20 Abril 2012 | 03h01

Inédita em São Paulo, a feira gastronômica marcada para acontecer na madrugada deste domingo, no pátio de um restaurante em Higienópolis, no centro, corre o risco de ser cancelada. Segundo a Prefeitura, os organizadores do evento O Mercado solicitaram apenas ontem o alvará necessário para reunião com mais de 500 pessoas, e ainda não foram atendidos. Agora, se insistirem em realizar o encontro, podem até ser multados.

Amplamente divulgada pela imprensa, a feira tem o objetivo de oferecer "comida de rua" da melhor qualidade aos baladeiros de plantão. A ideia é conquistar o público que cai na noite paulistana e, quando deixa a festa, só pode contar com padarias 24 horas para matar a fome. No local, 13 barracas comandadas por chefs renomados prometem opções variadas, a preços populares.

Segundo a Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras, o evento corre risco porque deve reunir milhares de pessoas em espaço sem infraestrutura. O restaurante Sal Gastronomia, na Rua Minas Gerais, tem capacidade para 150 pessoas.

A pasta afirmou ontem que alertou os organizadores sobre os riscos. "Foi dito que eles poderiam receber sanções conforme a legislação e que o evento pode criar sérios problemas se acontecer nos moldes previstos", informou por meio de nota oficial.

Além da falta de alvará, a feira também não tem autorização da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Por isso, os responsáveis podem ser multados se causarem algum tipo de transtorno viário na região, que é de uso misto, ou seja, reúne prédios comerciais e residenciais.

Para evitar as punições, os chefs responsáveis decidiram limitar a entrada de pessoas no local. Segundo Checho Gonzales, idealizador do encontro, as portas serão fechadas quando a lotação chegar a 150 pessoas.

"A festa tomou proporções muito grandes. Quando vi que mais de 99 mil pessoas estavam comentando sobre a feira no Facebook, parei de contar", diz. Segundo Gonzales, o planejamento inicial era de que até 500 pessoas circulassem nas cinco horas de duração da feira, prevista para ocorrer da meia-noite às 5 horas. Até essa quantidade, não é necessária a licença.

Para viabilizar a segurança no local, os organizadores também contrataram seguranças extras, para controlar as portas e informar as pessoas sobre as regras.

Mesmo assim, a Prefeitura diz que a medida não é suficiente e que, se a feira provocar problemas, como trânsito, tumulto ou barulho, será multada.

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