Feira da Madrugada vai parar na marginal

Comerciantes pedem para trabalhar ao lado da Ponte do Limão enquanto área do Brás passa por obras; Prefeitura nega, mas eles prometem ficar

ARTUR RODRIGUES , DIEGO ZANCHETTA, O Estado de S.Paulo

04 Junho 2013 | 02h04

Comerciantes da Feira da Madrugada, fechada pela Prefeitura de São Paulo para reforma, querem se instalar por 60 dias em um terreno na Marginal do Tietê, ao lado da Ponte do Limão, na zona oeste. Eles querem autorização para o centro de compras funcionar no local provisoriamente. O governo, porém, diz que não vai conceder a permissão.

O aluguel de uma área localizada ao lado da loja da Dicico, na Marginal do Tietê, foi acertado com os proprietários, segundo o advogado que representa os ambulantes, Ayrton Vicente de Oliveira. "Demos entrada na documentação na Prefeitura, solicitando o uso por 60 dias, até a reforma ser concluída", argumenta o advogado. "Temos o aval dos donos para ficar aqui. Ninguém pode ficar sem trabalhar enquanto o pátio do Brás passa por reforma."

Mas a Prefeitura adiantou que não existe nenhuma previsão de a feirinha funcionar em outro local enquanto o terreno no Brás estiver em obras. O governo ordenou o fechamento do espaço da Feira da Madrugada no fim do mês passado, sob o argumento de que a área não tem condições de segurança para abrigar 5 mil barracas.

O local, na Rua Barão de Ladário, vai passar por reformas e ser reaberto em 60 dias. As reformas para cumprimento de exigências de segurança no local onde acontece a feira, no Brás, região central de São Paulo, tiveram início ontem. As obras estão sob responsabilidade da Prefeitura. Durante esses dois meses, as atividades comerciais na feirinha deverão ser suspensas. O custo estimado da reforma é de R$ 4 milhões.

Mudança. Ontem, por volta das 16 horas, alguns ambulantes estavam capinando o terreno na Marginal do Tietê onde pretendem expor suas mercadorias em tripés e tapetes, de forma improvisada.

"O local é ótimo, tem estacionamento e já é rota dos ônibus que vão para o Brás. É aqui mesmo que vamos trabalhar", afirma Ronaldo Oliveira, de 31 anos, um dos ambulantes que pretendem se instalar no terreno da marginal.

Eles dizem que vão expor suas mercadorias no local nas madrugadas, mesmo sem autorização do governo. "Aqui é caminho dos ônibus, vamos avisar os motoristas do Sul para pararem por aqui nesta semana", adianta Gérson Moreira, de 52 anos.

Os ambulantes da Feira da Madrugada prometem fazer hoje à tarde um novo protesto na frente da Câmara Municipal, no Viaduto Maria Paula, na região central.

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