Fechar a Paulista para lazer é interessante, diz secretário de Haddad

Fechar a Paulista para lazer é interessante, diz secretário de Haddad

Avenida sem trânsito aos domingos seria inspirada na Times Square; Jilmar Tatto afirma, no entanto, que o assunto não está em debate na Prefeitura

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

07 de novembro de 2014 | 17h47

SÃO PAULO - O secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, afirmou nesta sexta-feira, 7, que acha "interessante" a ideia de fechar parte da Avenida Paulista para carros alguns dias, para lazer da população. O dirigente falou a respeito do assunto depois de se encontrar com o ex-diretor de Políticas Públicas do Departamento de Transportes de Nova York Jon Orcutt, um dos responsáveis pelo fechamento da Times Square, no coração da metrópole norte-americana, para automóveis.

"Eu acho a ideia interessante. Do ponto de vista do cidadão da cidade de São Paulo e mesmo em relação à Secretaria de Transportes, eu acho a ideia muito interessante", disse Tatto. "É perfeitamente possível você ter uma política, na cidade de São Paulo, de restrição ao carro, na região central. Porque você tem um abastecimento de transporte público bastante grande (na região central), e tem agora de ciclovias também. Evidentemente, você tem que permitir a carga e a descarga e permitir serviços, táxis, essas coisas. Mas não tem muito sentido o uso do carro na região central."

Tatto lembrou que, no início dos anos 2000, já houve tentativas de transformar a Paulista em áreas de lazer aos domingos. "Você tem algumas ruas na cidade que, eu acho, mereciam a restrição do carro, como na Santa Ifigênia, que tem já umas ruas onde restringimos. A 25 de Março, que vamos fechar agora, como todo o ano. Acho que lá devia ser permanente. Ter uma negociação com o comércio. A Amador Bueno na Liberdade... Quem passa lá no fim de semana é um absurdo, carro estacionado dos dois lados e carro passando. E uma quantidade de pedestres. Aí sim tem que ser um processo de negociação com o comércio."

Sobre a presença de grande número de hospitais na região da Paulista, o secretário comparou o caso ao fechamento da Times Square para veículos. "Acho que é possível você fazer algumas medidas do ponto de vista de permitir, inclusive, que numa emergência possa passar o carro. E isso eu vi inclusive em Nova York. As avenidas que foram fechadas não têm barreiras físicas permanentes na entrada e na saída do quarteirão. É para passar ambulâncias e o Corpo de Bombeiros, se tiver um incêndio, alguma coisa, você abre. Esse tipo de solução é possível. O problema não está aí. Porque, realmente, você não pode fechar uma avenida que tem grandes hospitais sem uma solução. O problema é a cidade compreender que isso é importante para ela. Esse debate não está colocado agora."

Orcutt está na cidade para um ciclo de palestra a funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) na semana que vem.

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