Werther Santana
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Fechamento do Zoológico de São Paulo surpreende visitantes

Medida preventiva foi tomada após confirmação da morte de um bugio por febre amarela; não há previsão de reabertura do espaço

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2018 | 11h09

SÃO PAULO - O fechamento da Fundação Parque Zoológico de São Paulo surpreendeu famílias que planejavam visitar o local nesta terça-feira, 23. Localizado na região do Jabaquara, zona sul de São Paulo, o espaço foi fechado após ser constatada a morte de um bugio por febre amarela na região.

“A gente se programou ontem (segunda-feira, 22) de se encontrar aqui na frente”, conta a artesã Celciane Peres, de 32 anos, que estava acompanhada dos filhos Luiggi, de 9 anos, e Lorenna, de 6. Eles planejavam fazer um piquenique junto de outros quatro colegas da Colégio Marques de Monte Alegre, localizado também na zona sul. “A gente queria aproveitar as férias: não tinha feito muita coisa. Felizmente somos todos vacinados há mais de dez dias”, comenta.

Com o fechamento, Celciane resolveu levar os filhos para brincar no condomínio de um familiar, enquanto as demais crianças foram para o Parque do Chuvisco, no Campo Belo, na zona sul.

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Já o metalúrgico André Silvério Ribeiro,de 33 anos, enfrentou quase três horas de viagem desde Campinas para passar um dos últimos dias de férias no local, junto da esposa, a dona de casa Laís Bragante, de 23 anos, as filhas Maria Eliza, de 4 meses e Rebeca, de 5 anos, e o sobrinho Gabriel, de 11. Nenhum deles conhecia o zoológico. “A gente está pensando em ir no Aquário para não perder o dia”, conta Ribeiro. Da família, apenas Rebeca foi vacinada por enquanto.

Já a consultora de negócio Raquel Aranha Ribeiro, de 45 anos, soube do fechamento pela reportagem do Estado. “Está crítico isso (febre amarela) comentou”. Junto de familiares de São Carlos, ela decidiu refazer o roteiro e ir para o Mercado Municipal. Os filhos Richard, de 13, e Helena, de 12, lamentaram o fechamento,pois não visitavam o zoológico há três anos.

Da mesma forma, a pequena Larissa, de 8 anos, estava triste com a mudança de planos. Perguntada sobre qual animal queria conhecer primeiro, pensou muito e respondeu “jabuti”. “Que chato. Ela estava tão empolgada”, comenta o pai, o metalúrgico Manoel Batista, de 43 anos, que veio de Ribeirão Pires. 

Próximo à entrada do zoológico, a maioria dos visitantes frustrados estava com o carro próprio, dos quais alguns sequer chegavam ao parar ao avistar o local gradeado. A bancária Monalisa Castro, de 28 anos, só percebeu, contudo, que o local estava fechado quando já havia descido do carro - pedido por aplicativo, cuja corrida custou cerca de R$ 60, desde a Freguesia do Ó, na zona norte de São Paulo. 

"Dá um trabalhinho vir até aqui. Até trouxe a carteira para mostrar que a gente tomou a vacina, vai que eles pedissem", conta Monalisa, que estava acompanhada da mãe, a dona de casa Mônica Castro, de 50 anos, e a irmã, a estudante Monique Castro, de 14 anos. "Fui pega de surpresa. Estou de férias e vim passear com a família", comenta a bancária, que aguardava um ônibus para ir embora.

 

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