Fechamento do Belas Artes é adiado

Sócios devem fazer nova oferta hoje, após proprietário aceitar redução no valor do aluguel; três empresas vêm negociando patrocínios

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2011 | 00h00

A reabertura das negociações do valor do aluguel do prédio do Belas Artes levou os sócios do cinema, que fica na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, a adiarem a data do fechamento, marcado para amanhã.

Segundo André Sturm, um dos sócios do Belas Artes, deve-se fazer hoje uma nova oferta para o proprietário. O dono do imóvel pedia R$ 150 mil, mas aceitou baixar o valor. Na semana passada, Sturm havia oferecido R$ 85 mil, proposta que foi recusada. Como as negociações estão em andamento, Sturm prefere não falar em nova data para um eventual fechamento do cinema.

"Estamos tentando chegar a uma equação que agrade ao proprietário. Não conseguiremos nos aproximar dos R$ 150 mil, mas estamos pensando em alternativas que não sejam somente financeiras, como a participação na bilheteria ou em algo do gênero", disse Sturm.

O sócio do Belas Artes tem conversado com três empresas sobre um possível patrocínio. Sturm não quis confirmar a informação publicada pela coluna Direto da Fonte, do Estado, de que o patrocinador do cinema seria o Banco do Brasil. "Não existe ainda nada assinado e não fechamos com ninguém", disse.

A reabertura das negociações ocorreu depois que o promotor Maurício Lopes, que atua na promotoria de Habitação e Urbanismo, entrou em contato com as partes. "Dissemos que estávamos abertos a uma nova proposta e agora estamos aguardando. A posição do proprietário continua a mesma", disse o advogado Fabio Luchesi Filho, que representa Flávio Maluf, dono do imóvel. Luchesi reiterou que, caso a oferta do Belas Artes seja recusada, o proprietário não pretende fazer um novo contrato até que sejam definidos os resultados do processo de tombamento pelo Município e pelo Estado.

Segundo fontes ouvidas pelo Estado, a mudança nos ânimos da negociação ocorreu depois de sinalizações sobre o tombamento. Em encontro promovido na semana passada pelo arquiteto Nabil Bonduki, na Casa da Cidade, os presidentes do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), Luiz Fernando Almeida, e do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), Fernanda Bandeira de Mello, mostraram interesse em entrar na discussão. A iniciativa poderia arrastar o debate pelo tombamento por tempo indeterminado, causando prejuízos ao proprietário do imóvel.

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