Fechamento de acesso em rodovia vira polêmica no interior de São Paulo

Hospital diz que alteração no trânsito em Campinas pode comprometer o salvamento de vidas

Ricardo Brandt - O Estado de S.Paulo,

07 de fevereiro de 2013 | 18h47

CAMPINAS - O fechamento de um acesso na rodovia D. Pedro I, em Campinas, interior de São Paulo, fez com que a PUC,a Unicamp e o Hospital Madre Theodora anunciassem uma ação judicial conjunta contra a concessionária Rota das Bandeiras para tentar reverter a interdição.

O acesso na altura do km 135,6 liga a pista à Rua Sergio Carnielli. Ele era usado principalmente por quem tinha como destino o hospital e o campus 1 da PUC, mas servia para quem quisesse chegar à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pela entrada do Hospital das Clínicas.

A concessionária alega que o fechamento é necessário por conta da construção de uma marginal no trecho e estava previsto desde 2008, antes da concessão da rodovia, com autorização do município e do Estado e com conhecimento das universidades e do hospital. E que questões de segurança também foram consideradas.

Com o fechamento do acesso, na manhã desta quinta-feira, 6, os motoristas que seguem na D. Pedro I, sentido Anhanguera, devem usar a entra da Avenida Guilherme Campos, que cruza a rodovia no km 137, na altura do Shopping Parque Dom Pedro, para acessar o hospital e a PUC.

Em nota, o hospital Madre Theodora, que encabeçou o movimento, afirma que mais de 80 mil pessoas serão afetadas mensalmente pelo fechamento do acesso. A instituição alega que o trânsito pode comprometer o salvamento de vidas. "O que está sendo visto como um problema de tráfego é na realidade uma questão de ordem pública, pois entre as pessoas que circulam pela região estão centenas de casos de extrema urgência que simplesmente não podem aguardar o trânsito que se formará com o aumento do fluxo decorrente de tal medida", informa a nota assinada pelo diretor do hospital, Alexandre Santos O Ministério Público vai acompanhar o caso.

O órgão informou que o fechamento está previsto em um acordo judicial de 2008 e que os interessados tiveram oportunidade de se manifestarem. A Rota das Bandeiras afirma ainda que as obras vão melhorar a fluidez do tráfego local.

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