Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Fechamento da Paulista não impactou trânsito no domingo, diz CET

Segundo Prefeitura, carros não tiveram dificuldades para trafegar em vias paralelas; velocidade nas Marginais cai a partir do dia 20

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

01 Julho 2015 | 13h22

Atualizado às 18h30

SÃO PAULO - Estudos técnicos da Companhia de Engenharia do Tráfego (CET) apresentados na manhã desta quarta-feira, 1º, indicaram que o fechamento da Avenida Paulista, na região central da capital paulista, no último domingo, 28, durante inauguração da ciclovia, não causou transtornos ao trânsito da região.

Na avaliação da Prefeitura, a experiência foi positiva e não houve dificuldades para o tráfego de automóveis em vias alternativas. Caso seja confirmada a interdição definitiva da avenida, a CET estuda proibir que veículos estacionem em ruas paralelas, como a São Carlos do Pinhal e a Cincinato Braga.

O resultado da interdição foi apresentado em reunião com o Conselho da Cidade pelo secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto. De acordo com Tatto, ainda não há data para o próximo teste, mas a experiência pode ocorrer a partir do próximo mês, após entrega do trecho da Avenida Bernardino de campos. A obra deve ser concluída no fim de julho, segundo o secretário.

"O que apresentamos ao Conselho da Cidade foi dizer que é perfeitamente possível compartilhar, abrir a Paulista para pedestres", disse Tatto.

O secretário reforçou que seria entregue uma autorização especial aos moradores da via e aos hóspedes dos hotéis.

A alternativa que vem sendo estudada para o Hospital Santa Catarina é que, aos domingos, caso a Paulista seja fechada em definitivo, o acesso de ambulâncias e pacientes seja feito excepcionalmente pela Rua Teixeira da Silva, na lateral da unidade de saúde. Para o condutor que vem da São Carlos do Pinhal, a conversão na Teixeira Silva é contramão e, por isso, proibida. A Prefeitura avalia alterar o sentido em caso de bloqueio definitivo da Paulista para facilitar o acesso ao hospital.

A CET apresentou ainda o volume de bicicletas nesta terça-feira, 30, na ciclovia da avenida. Pela manhã, foram registrados 349 ciclistas na via. À tarde, o número quase dobrou: 614. Segundo os estudos da companhia, antes da criação da ciclovia, circulavam 85 bicicletas na Paulista de manhã e, pela tarde, 169.

Tatto disse ainda que o novo teste para avaliar o comportamento do trânsito no Elevado Costa e Silva, o Minhocão, será feito a partir das 15h do próximo sábado, 4. O elevado só será reaberto às 6h30 de segunda-feira, 6. O secretário afirmou que se for preciso será ajustado o tempo semafórico de cruzamentos próximos ao Minhocão.

Velocidade nas Marginais. A Prefeitura anunciou que a redução da velocidade nas Marginais do Tietê e do Pinheiros começa a valer no dia 20 de julho, uma segunda-feira. Na via expressa, onde hoje o máximo é de 90km/h, a velocidade dos caminhões vai cair para 60 km/h e a dos carros, 70km/h.

Tatto afirmou que as Marginais são as duas vias da cidade onde é registrado o maior número de mortes por atropelamento na cidade. As vítimas frequentes são moradores de rua e vendedores ambulantes.

A Secretaria de Transportes e a Secretaria de Assistência Social se articulam para realizar campanha de conscientização nos locais mais críticos para pedestres.

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