Sandro Oliveira Fernandes
Sandro Oliveira Fernandes

Fechado, Bosque do Brooklin gera indignação

Moradores reclamam da falta de iniciativa da Prefeitura para realizar a poda de árvores no local; a Prefeitura diz que a responsabilidade é do condomínio onde fica o parque

Luiz Felipe Barbiéri, O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2015 | 20h59

Há quase um ano os moradores do Brooklin não passeiam mais pelo bosque do bairro. O “manejo das árvores com risco de queda” foi o motivo dado para sua interdição, em outubro do ano passado. Desde então, os frequentadores estão na expectativa por sua volta.

O espaço de 7 600 metros quadrados fica anexo ao Condomínio Paulistânia, que é o responsável pela manutenção – isso ficou acertado quando a área entre as avenidas Portugal, Padre Antônio José dos Santos e Santo Amaro foi cedida para a construção dos prédios.

Entretanto, no ano passado, uma empresa parceira do Paulistânia, a Agrotexas Paisagismo, atestou a necessidade de cortar algumas das árvores. Podres, elas ofereciam risco aos moradores que usavam o local para tomar um ar. Foi então que começou a “novela”.

O Paulistânia entrou com a papelada para a abertura de um processo administrativo na subprefeitura de Pinheiros e o manejo das árvores se arrasta desde então. Na página do Bosque do Brooklin e nas redes sociais, os moradores reclamam da morosidade e da falta de “boa vontade” da Prefeitura.

“Eles não colaboraram com nada. Tudo foi custeado pelos moradores do Paulistânia”, afirma o gerente financeiro Sandro Oliveira Fernandes, morador do Brooklin. “Foi preciso ratear o valor, de aproximadamente R$ 600 mil, entre os condôminos”.

De acordo com Fernandes, todo a logística para o início da poda ficou a cargo do condomínio: entrar em contato com a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), chamar os guindastes e pedir para a Eletropaulo desligar a energia. Outro desafio foi fazer com que a agenda desses órgãos coincidisse.

“O que mais causou indignação entre os moradores é que a Prefeitura não ajudou em nada e o espaço é público. Eles não se responsabilizaram por nada”, explica Fernandes. O Bosque do Brooklin é aberto à toda comunidade.

A poda. Segundo a assistente de administração do Condomínio Paulistânia, Silvia de Jesus Pereira, a reabertura do espaço depende apenas de uma vistoria da Prefeitura. “Nossa parte já foi concluída. Fizemos a manutenção dentro do parque, a poda já acabou, mas não podemos abrir enquanto eles não vierem aqui. Podemos levar uma multa.”

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informou que foi emitido um Termo de Compromisso Ambiental (TCA), que prevê a remoção de 53 exemplares arbóreos com risco de queda no local.

O despacho autorizando os cortes é valido até 29 de outubro de 2015 e, até o momento, a SVMA não recebeu a documentação do dono da área informando sobre a finalização dos cortes previstos no TCA.

A SVMA ainda reiterou que a área é particular e a responsabilidade pelos cortes e os plantios compensatórios são do Condomínio Paulistânia.

Mais conteúdo sobre:
bairrosspbrooklinbosque

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.