Fazenda é desapropriada para construção de casas

A prefeitura de Teresópolis desapropriou anteontem, em caráter emergencial, uma fazenda de 190 hectares, supostamente improdutiva, ao custo de R$ 24 milhões, para que sejam erguidas 500 residências. A previsão é começar a construir em fevereiro e entregar as casas até dezembro.

Marcelo Auler, Bruno Boghossian e Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

19 Janeiro 2011 | 00h00

Além das casas, a obra prevê escola, creche, posto de saúde e área de lazer. O Estado não conseguiu localizar um representante da Imobiliária Territorial Ermitage, dona da fazenda, para comentar a desapropriação, que se fundamentou no estado de calamidade pública em vigor.

"Precisamos tomar medidas drásticas para restabelecer o direito de habitação e moradia digna dos cidadãos", disse o prefeito Jorge Mario Sedlacek (PT). "É preciso que saiam dos abrigos coletivos para abrigos intermediários, para que possam restabelecer os núcleos familiares."

Os 1.280 desabrigados de Teresópolis terão dificuldades para conseguir um novo teto. Segundo a prefeitura, já havia um déficit de mil residências antes da tragédia. Para agravar a situação, tampouco existe oferta de terrenos seguros para moradias.

A prefeitura já foi autorizada pela presidente Dilma Rousseff a fazer o pagamento de 2.500 aluguéis sociais, cada um em torno de R$ 400 ou R$ 500 mensais, até a entrega de casas populares.

Para José Ubirajara Santiago, da Santiago Imóveis, Teresópolis deve ter no máximo 600 imóveis para aluguel. Destes, somente 20% se encaixariam na faixa de até R$ 750. Márcia Regina, da Administração e Empreendimentos Imobiliários, prevê que, com a demanda, haverá aumento nos valores dos aluguéis.

O governador Sérgio Cabral (PMDB) sugere assentar os moradores em cidades vizinhas, mas a oferta também é escassa.

Renda. Hoje, a Caixa Econômica Federal inicia a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O banco também vai antecipar pagamento do Bolsa-Família. / M.A. B.B. e R.P.

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