Faria Lima: falta de obras atrasa inauguração de prédio

Um gigante fechado na avenida mais cara de São Paulo. O Pátio Victor Malzoni, formado por duas torres de escritórios com 19 andares cada, aguarda licença municipal para poder abrir as portas na Avenida Brigadeiro Faria Lima, no Itaim-Bibi, zona sul da capital. O motivo é o mesmo que impede a inauguração do Shopping JK Iguatemi: o conjunto de contrapartidas exigidas em lei ainda não foi finalizado pela construtora responsável - no caso, a Brookfield.

ADRIANA FERRAZ, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2012 | 03h18

O pacote inclui o prolongamento da Rua Iguatemi e o alargamento da Rua Aspásia, duas vias próximas. Melhorias no canteiro central da avenida e a construção de ilhas e passeios em cinco cruzamentos da região também são exigências. Só depois disso é que a empresa poderá solicitar o Habite-se, licença que permite a abertura.

A Brookfield reconhece o atraso, mas alega que ainda não concluiu as intervenções porque houve demora na obtenção das licenças na Prefeitura. Enquanto o impasse não é resolvido, donos e locatários de salas comerciais de ambos os prédios começam a calcular os prejuízos. O aluguel do metro quadrado está avaliado em R$ 200.

A lista de empresas que devem se instalar no local inclui o Google, o Banco da China e o Grupo Fasano, que terá um restaurante no andar térreo. O luxo, porém, não para por aí. O megaprédio, que tem quase 70 mil m² de área construída e é todo revestido de vidro negro, deve ter até estacionamento para helicópteros.

Em meio a tanta tecnologia, um detalhe chama a atenção. O projeto teve de manter uma casa bandeirista do século 18, tombada pelo patrimônio histórico, no centro do terreno.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.