Famílias são informadas das mortes pelo telefone

Parentes que buscaram empresa no Terminal Novo Rio criticaram falta de informações; viação promete custear viagens

WELLINGTON BAHNEMANN / RIO, O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2013 | 02h03

Famílias das vítimas se concentraram no Terminal Rodoviário Novo Rio desde as primeiras horas do dia. Para evitar tumultos, foram encaminhadas a um local de acesso restrito, perto da área de embarque, às 17 horas.

Ainda assim a desorganização motivou críticas, porque as informações sobre as vítimas começaram a chegar aos parentes por telefonemas de pessoas que estavam no local do acidente - e não pelos funcionários da empresa de ônibus. A partir daí, o que se viu foram momentos de grande tristeza, com pessoas chorando e se abraçando.

Entre as mais desconsoladas estavam Iara Soares, de 60 anos, e Joice Bittencourt, de 33, mãe e irmã, respectivamente, de Erico Bittencourt, de 30 anos, um dos mortos. Ele viajava com o filho João Henrique, de 7 anos, que sobreviveu. "As pessoas dentro do ônibus falaram que o motorista dormiu", lamentou Iara.

Alguns familiares decidiram ir a São Paulo reconhecer o corpo das vítimas. É o caso de Danilo dos Anjos, que perdeu a mãe, Justalindamir dos Anjos, de 54 anos, que vinha visitá-lo no Natal. "Eu não a via há um ano."

A Viação Nossa Senhora da Penha colocou à disposição dos familiares das vítimas o serviço de call center (0800-646-2122). A companhia também informou que vai custear a viagem de parentes até São Paulo. / COLABOROU JULIO CESAR LIMA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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