Familiares de vítimas visitam local da tragédia pela última vez

Durante a visita, bombeiros explicam aos parentes dos mortos o processo de resgate de corpos e da aeronave

Fernanda Ezabella, da Reuters,

03 de agosto de 2007 | 18h15

Familiares das vítimas do vôo 3054, acompanhados de um padre, visitaram pela última vez nesta sexta-feira o que restou do prédio da TAM Express, onde o Airbus da empresa chocou-se no dia 17 de julho deixando 199 mortos. Quem são as vítimas do vôo 3054  Cronologia da crise aérea  Vídeos do acidente  Tudo sobre o acidente do vôo 3054   Cenipa libera ruínas do prédio da TAM Express Sobe para 139 o número de vítimas do vôo 3054 identificadas Durante a visita, de cerca de uma hora, bombeiros e funcionários da Defesa Civil explicaram aos parentes o processo de resgate de corpos e materiais da aeronave para mostrar que todos os procedimentos possíveis foram realizados e que não há mais nada a ser feito na busca de corpos e material genético. Até agora, foram identificadas 139 vítimas.O próximo passo deverá ser a demolição ou implosão do que restou do prédio, cuja data a prefeitura e a TAM devem marcar nas próximas horas."Nós viemos aqui para rezar por todas as vítimas pedindo que descansem em paz", disse a repórteres Maria Teresa Papa, que perdeu um genro no acidente.Os outros três familiares presentes também eram mulheres, duas viúvas e outra sogra. Uma das viúvas trouxe um arranjo de flores que foi deixada nos escombros.Enquanto o grupo, de cerca de 20 pessoas, caminhava pelo prédio, incluindo o primeiro andar do edifício mais destruído, o padre abençoava o local com água benta.O padre Valeriano dos Santos Costa, da igreja Nossa Senhora do Brasil, rezou uma oração com os presentes, que ficaram em círculo."A gente viu tudo realmente, até onde não era muito seguro, e está tudo varrido, vasculhado. A gente percebe que não tem mais nada", disse o padre.Para Sandra Assali, presidente da Associação Brasileira de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos, que acompanhou os familiares, o momento mais marcante foi quando se percebeu o cheiro forte ainda presente."É um odor de queimado de borracha. Isso deixou a gente muito chocado", disse. Ainda nesta sexta-feira, ela visitará os familiares que estão em um hotel em São Paulo para dar o seu depoimento de que "tudo o que tinha de ser feito foi feito".

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