Maurício de Souza/Estadão
Maurício de Souza/Estadão

Familiares de vítimas acusam motorista de ônibus de imprudência

Segundo parentes, Antônio Carlos da Silva costumava dirigir em alta velocidade; irmão nega e diz que coletivos andavam em comboio

Fábio Lemos Lopes, Especial para o Estado

09 Junho 2016 | 13h52

SÃO PAULO - Em meio à comoção no Instituto Médico Legal (IML) do Guarujá, no litoral sul de São Paulo, familiares das vítimas do acidente de ônibus que vitimou 18 pessoas, na Rodovia Mogi-Bertioga, no fim da noite desta quarta-feira, 8, atribuem o acidente a uma possível imprudência do motorista. Familiares do condutor, porém, questionam essa tese.

O ambulante de 49 anos, Marcos Oliveira dos Santos, disse que a filha Gabriela da Silva Oliveira Santos, de 22, costumava reclamar da imprudência do motorista. "Amigos dela até mesmo mudaram de ônibus por causa disso."

Ela estava no ultimo ano do curador Engenharia Civil na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). 

O caseiro Otacilio Pereira de Lima Filho, de 53, afirmou que a filha, Tita de Cássia Alves de Lima, de 19, queixava-se do excesso de velocidade. "Ela dizia também que os ônibus quebravam frequentemente."

Familiares do motorista Antônio Carlos da Silva, de 38, questionam essa versão. "Antes do acidente, ele mandou uma mensagem para a mulher falando que ia se atrasar por causa da neblina. O tacógrafo marcou 48 km/h no acidente", disse o marinheiro Anderson Luís da Silva, de 27, irmão do condutor.

Silva disse que os ônibus costumam seguir em comboio. "Não tinha como todos correrem juntos."

O delegado de Bertioga que acompanha o caso, Fábio Pierry, afirmou que só a perícia poderá identificar as causas do acidente. Entretanto, afirmou que, em uma análise inicial, foi possível constatar que o veículo estava um pouco acima da velocidade. "Mas não dá para dizer se isso foi fator determinante."

Uma equipe fará uma perícia mecânica na tarde desta quinta-feira, 9, para avaliar o veículo, tentando identificar assim uma possível falha mecânica no carro.

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