Familiares buscam esperançosos uma solução definitiva

Análise: Daniel de Barros

É PSIQUIATRA DO INSTITUTO DE PSIQUIATRIA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS (IPQ-HC), COORDENADOR MÉDICO DO NÚCLEO DE PSIQUIATRIA FORENSE, PSICOLOGIA JURÍDICA (NUFOR)., O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2013 | 02h06

Temos visto nos últimos dias a mobilização das famílias no atual movimento de internação compulsória dos usuários de crack - além das mães, filhos, até primos e cunhados vêm se envolvendo na condução dos dependes químicos ao Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod).

Tal afluxo é uma mostra direta de como a vida da família é afetada quando um dos membros se envolve de forma tão intensa com as drogas. A desestruturação atinge não só as relações pessoais, mas mesmo a vida profissional e social das pessoas fica prejudicada. Ao encontrar uma possibilidade de tratamento, vislumbrada pela propaganda de tais internações e tratamentos, os familiares acorrem esperançosos por uma solução.

O envolvimento da família é de fato essencial em qualquer programa de recuperação de dependência química. Sem o engajamento de todos, a chance de recaídas após uma internação é alta. Isso porque o estresse gerado pelas consequências do uso de drogas potencializa em muito os conflitos próprios de toda dinâmica familiar. Abordar questões como raiva, preconceito e mágoas é fundamental para aumentar a já espremida margem de sucesso no tratamento de dependências tão graves como a dos moradores da cracolândia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.