Família sequestrada no Morumbi é libertada em Paraisópolis

Polícia desconfiou de ação ao ver carro usado pelos bandidos com o porta-malas aberto; um homem foi preso

CRISTIANE BOMFIM, O Estado de S.Paulo

01 Março 2012 | 03h03

O empresário Rogério Rovai, de 52 anos, e sua família foram vítimas de sequestro relâmpago na madrugada de ontem no Morumbi, zona sul de São Paulo. Um bandido foi preso. De acordo com Rovai, outros dois criminosos e um garoto "aparentando não ter mais de 12 anos" de idade participaram da ação. Eles são procurados pela polícia.

O crime começou por volta das 22h40 de anteontem. Rovai voltava de um culto em companhia da mulher e do filho, quando foram abordados por três homens em um semáforo na Avenida Francisco Morato. Armados, os bandidos entraram no carro, um Citroën C4 Pallas, e anunciaram o sequestro.

Um deles tomou a direção do veículo e dirigiu para a Favela de Paraisópolis, enquanto os outros dois obrigaram as vítimas a entregar celulares, joias e cartões de banco. "Eles pediram as senhas também, mas acho que não tiveram tempo de gastar", contou o empresário, que ficou na mira dos bandidos por cerca de uma hora rodando pelo bairro. No caminho, o ladrão até bateu o carro contra uma Kombi.

As vítimas foram levadas para uma escadaria que fica na Rua Independência, um dos acessos a Paraisópolis. As vítimas ficaram em poder de outros dois bandidos. Outro dava voltas pela favela com o carro.

Ao ver o carro com o porta-malas aberto circulando pelo bairro, policiais militares fizeram a abordagem e prenderam em flagrante Josias Maciel da Silva, de 19 anos, conhecido como Binho. Durante a revista, os PMs encontraram um celular, três anéis e um relógio.

Pressionado, o bandido confessou que o Citroën e os objetos eram fruto de um assalto e que seus comparsas mantinham três reféns em uma escadaria.

Ao verem a chegada de uma viatura, dois bandidos conseguiram fugir pelas vielas e deixaram as vítimas para trás.

O delegado titular do 89.º DP (Portal do Morumbi), Carlos Battista, afirmou que o crime de sequestro relâmpago não é comum na região. "Os bandidos vão mudando de crime de acordo com a abordagem da polícia." O caso está sendo investigado.

Reforço. A PM afirma que pretende aumentar o policiamento na Avenida Francisco Morato. "É um endereço em que ocorrem mais assaltos a motoristas. O crime de sequestro relâmpago não é comum", afirmou o comandante do 16.º Batalhão, tenente-coronel Ulisses Puosso. "O importante para diminuir a criminalidade não é só um grande número de policiais, mas a estratégia de policiamento. Os índices estão caindo", disse.

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