Família reconhece obras roubadas e diz que não houve danos

Claudio Maksoud acredita que ladrões procuravam o dinheiro e destaca o valor afetivos dos quadros roubados

da Redação, estadao.com.br

13 Maio 2009 | 11h37

O artista plástico Cláudio Maksoud afirmou à Rádio Eldorado que as obras roubadas da casa da família não foram danificadas. As quatro telas foram encontradas na noite da terça-feira, 12, na Barra Funda e reconhecidas por ele na manhã desta quarta-feira, 13. Maksoud acredita que os ladrões não entraram na casa para roubar os quadros, mas sim dinheiro da família. Além disso, ele afirmou que já tem suspeitos do roubo e que a segurança da casa deve ser reforçada.

 

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No domingo, a casa da família na Rua Estados Unidos foi invadida e ladrões roubaram dinheiro, joias e os quadros 'Figura em azul', de Tarsila do Amaral, 'O Cangaceiro' e 'Retrato de Maria', de Cândido Portinari, e 'Crucificação de Jesus', do pintor Orlando Teruz.

 

Polícia apresenta os quadros e as joias roubadas da casa da família Maksoud. Foto: Hélvio Romero/AE

 

Claudio afirmou que não viu grandes danos nas obras, mas que no País há grandes restauradores que podem reparar os possíveis estragos. Assim que possível as obras devem voltar às paredes da casa da família, disse Claudio. "Fica um vazio. Minh mãe até colocou um quadro de outro lugar no lugar que onde estavam os quadros de Tarsila e os Portinari. Parece que as casa ficou vazia. A gente tem uma visão mais afetiva, espiritual do que propriamente econômica", disse. Juntos, os quadros valiam mais de R$ 3,5 milhões.

 

 

 

Sobre a suspeita de quem cometeu o assalto, Claudio declarou que tem a intuição de quem mandou roubar a casa da família, mas que só vai citar nomes quando a polícia estiver mais avançada nas investigações. "Se houver um momento em que eu possa opinar, eu vou opinar, porque tenho minhas suspeitas, tenho uma ideia de uns dois ou três bem próximos, que na minha imaginação podem ter planejado, mas eu posso estar errado."

 

"Acho que se a coisa ainda está sendo investigada, se uma hora eu vir que tem um rastro que bate com a minha cabeça, vou falar", afirmou Cláudio. Para ele, os ladrões entraram na casa em busca de dinheiro. "É gente que não está nem ai mesmo [com as obras], tinha as joias também que estavam no cofre. Não tem grande valor, mas que podiam ser vendidas". Para ele, o crime foi cometido por alguém que conhecia a casa profundamente. "Sabiam de tudo o que tinha, então alguém deve ter entrado com um amigo porque sabia direitinho o funcionamento da casa."

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