Família não consegue doar órgãos de jovem atropelada pelo ex-namorado

Vítima havia demonstrado intenção em vida de realizar doação, mas central disse que razões clínicas impediram procedimento; família fala em 'burocracia'

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

18 Maio 2017 | 20h33

SOROCABA - O corpo da socorrista Jéssica Trianoski, de 26 anos, atropelada e morta pelo ex-namorado em Jacupiranga, no Vale do Ribeira, interior paulista, foi sepultado nesta quinta-feira, 18, sem que a família tivesse conseguido atender seu desejo de doar os órgãos. Segundo os familiares, a burocracia para a doação impediu o aproveitamento dos órgãos pela Central de Transplantes do Estado. “Ela era doadora e sempre manifestou o desejo de que, em caso de falecimento, seus órgãos fossem doados para ajudar outras pessoas, mas não entendemos o que houve”, disse o primo da jovem, Mauro Trianoski.

 A Central de Transplantes, no entanto, informou que, após ter sido notificada da morte cerebral pelo Hospital Regional de Pariquera-Açu, adotou os procedimentos previstos nos protocolos oficiais. Em nota, informou que, embora a família tivesse autorizado a doação, os órgãos não puderam ser aproveitados por razões clínicas.

Jéssica foi atropelada no último dia 12, quando se dirigia a pé para o trabalho, na companhia do atual namorado e do pai dele. O autor do crime, Marcos Magno da Cunha Moraes, ex-namorado da jovem, jogou o carro contra eles, atingindo em cheio a jovem. Ela havia terminado o relacionamento com Moraes havia seis meses, mas ele não se conformou e chegou a ameaçá-la. Ao ser preso, após cinco dias foragido, ele disse que sofreu um “apagão” ao ver a ex com o namorado. Jéssica foi internada em estado grave e, três dias depois, teve morte cerebral.

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