Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Família morta em queda de helicóptero será enterrada em Pirassununga

Corpos do empresário Marcelo Müller, de sua mulher e da filha do casal já foram encaminhados para a cidade, a 212 km de São Paulo

ALINE BRONZATI, O Estado de S.Paulo

28 Dezembro 2014 | 10h09

Os corpos de um dos herdeiros da Companhia Müller de Bebidas - fabricante da cachaça 51 - e de sua família, vítimas da queda de um helicóptero neste sábado, 27, serão enterrados na cidade de Pirassununga, a 212 quilômetros de São Paulo. O empresário Marcelo Müller, de 33 anos, a mulher Lumara Passos Müller, e a filha Geórgia, de dois anos, morreram carbonizados no acidente, em Bertioga, litoral paulista.

Os corpos, segundo o IML (Instituto Médico Legal) de São Paulo, foram retirados por volta das 3 horas deste domingo, 28, e encaminhados por um representante da família a Pirassununga. Müller e Lumara moravam em Ribeirão Preto, no interior do Estado.

A última vítima do acidente, a babá Raquel dos Santos Vilas Boas, 26, foi identificada, de acordo com o IML. Seu corpo e o do piloto da aeronave Thiago Yamamoto Morais, 33, também já foram retirados por volta das 8h30 de hoje e serão enterrados em São Paulo.

A queda do helicóptero, modelo Esquilo prefixo PT-HNC, ocorreu ontem por volta das 10 horas nas proximidades do Km 229 da Rodovia Rio-Santos. A aeronave havia saído do Campo de Marte, na capital, ido até um heliponto localizado na frente do Condomínio Iporanga, em Guarujá, para buscar a família e retornar, mas caiu minutos depois no Sítio São João, uma propriedade particular composta por manguezais e mata fechada.

O helicóptero que caiu é da Helimarte, que opera a partir do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. Segundo a empresa, a aeronave saiu da base paulistana com destino ao litoral e estava em perfeitas condições. "Profundamente compungida, a Helimarte lamenta a perda das vidas dos nossos passageiros e de nosso piloto e se solidariza com suas famílias", diz em nota divulgada na tarde de ontem.

Informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) são de que não havia irregularidades com a aeronave. O helicóptero tinha revisão válida até 11 fevereiro de 2015. Ainda segundo a Anac, a aeronave foi comprada pela Helimarte em 2008 e tem certificado de aeronavegabilidade válido até 2020.

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