Família é achada morta em apartamento no Rio

Polícia suspeita que pai matou mulher e filha e se suicidou no Flamengo, zona sul; ele havia enviado e-mail para outra filha cogitando o crime

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2013 | 02h08

Um casal e uma das filhas foram mortos dentro do apartamento em que moravam na Rua Paiçandu, no Flamengo, zona sul do Rio, por volta das 10h de ontem. Os corpos do diagramador Leonardo Drummond Watt da Silva, de 58 anos; da mulher, Suzete de Souza Watt, de 66; e da filha Bárbara de Souza Watt, de 27, tinham marcas de perfurações no peito. Ao lado do corpo de Drummond havia uma faca, segundo a polícia.

De acordo com o delegado Clemente Braune, às 9 horas de ontem outra filha do casal, Michele, leu um e-mail enviado pelo pai às 4h30. Ele teria relatado problemas financeiros e cogitava se matar. Na mensagem, Watt da Silva teria orientado a filha sobre quais providências deveria tomar quanto aos bens da família, caso ele morresse.

Ainda segundo a polícia, Michele telefonou para os pais, mas ninguém atendeu. Ao chegar ao apartamento, não conseguiu entrar porque a porta estava trancada por dentro. Segundo a Polícia Civil, ela acionou o porteiro e os bombeiros, que arrombaram a porta e encontraram os corpos.

Bárbara, que era portadora de necessidades especiais, e Suzete estavam nas camas. Watt da Silva, no chão da sala. Não havia sinais de arrombamento nem foi constatada falta de objetos.

A Divisão de Homicídios aguarda exames periciais, mas acredita que ele matou a mulher e a filha e depois cometeu suicídio. O diagramador trabalhava no jornal O Globo, que divulgou nota lamentando a tragédia. O texto afirma que "era um profissional exemplar, participativo e companheiro". Michele prestou depoimento à tarde.

A família morava no local havia sete meses. Vizinhos contaram que, embora eventualmente conversassem com eles, nenhum morador conhecia bem o diagramador, a mulher e a filha.

Desavença. Segundo a polícia, no domingo o casal e a filha almoçaram em um restaurante na Rua Senador Vergueiro. Teria havido uma discussão entre eles. A polícia não sabe o motivo nem quem a teria iniciado. Após essa suposta desavença, o diagramador teria se levantado e ido embora sozinho.

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