Família diz que mulher de Abdelmassih não está em Jaboticabal

Parentes garantem, porém, que ela não ficará no Paraguai, país em que estaria e de onde pode ser expulsa pelo setor de imigração

O Estado de S. Paulo

25 Agosto 2014 | 19h28

SÃO PAULO - A família de Larissa Maria Sacco, mulher de Roger Abdelmassih, diz que ela não está em Jaboticabal, interior de São Paulo, e também ainda não deu sinal sobre sua localização. "Aqui ela não fez qualquer contato", disse sua mãe Wanilda Pedro Sacco ao Estado na tarde desta segunda, 25. Segundo ela, a família está muito abalada com toda esta situação.

Nos últimos dias o assédio da imprensa fez os parentes diretos mudarem suas rotinas. O pai de Larissa, Vicente Antonio Sacco, vai de sua granja para casa sem falar com ninguém. Já Elaine Sacco, irmã da ex-procuradora e que seria sócia dela em uma empresa investigada no esquema para manter Abdelmassih no Paraguai, não tem sido vista em sua farmácia de manipulação.

Uma funcionária disse que ela está esperando o momento certo para falar, coisa que deve fazer "assim que a poeira baixar". Já a mãe de Elaine contou que ela foi para São Paulo e que não sabe quando a filha volta. "Ela deve ficar alguns dias por lá", contou.

Larissa não pode ser acusada por ajudar Abdelmassih a fugir, já que um dispositivo na lei não vê crime por serem casados. Mas é procurada para prestar depoimento sobre o tempo em que Abdelmassih ficou foragido levando com ela uma vida de luxo no exterior. Familiares dizem que ela deve voltar ao Brasil, pois não teria a intenção de ficar morando fora.

No Paraguai o setor de imigração já informou que Larissa e seus dois filhos de 3 anos podem ser expulsos, algo que já aconteceu com seu marido, que atravessou a fronteira com documentos falsos. O Ministério Público do país também apura se Larissa ainda se encontra em território paraguaio, enquanto que o Departamento de Identificação da Polícia Nacional investiga a documentação da família.

Histórico. Roger Abdelmassih foi preso na semana passada em Assunção, mas antes ficou três anos foragido. Ele foi condenado a mais de 200 anos de prisão por estupros contra as pacientes de sua clínica de fertilização em São Paulo. Ele nega as denúncias, mas encontra-se preso.

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