Família de menino que morreu no Hopi Hari presta depoimento

Peritos apontam que brinquedo não usava gelo seco, mas sim um líquido para máquinas de fazer fumaça

Tatiana Fávaro, do Estadão,

03 de outubro de 2007 | 11h00

A família do estudante Arthur Wolf, de 15 anos, que morreu após passar mal dentro de um brinquedo no parque Hopi Hari, deve prestar depoimento nesta quarta-feira, 3, na Delegacia de Polícia Civil de Vinhedo. Na terça-feira, peritos do Instituto de Criminalística (IC) de Campinas constataram que a substância utilizada no brinquedo do parque não era gelo seco, mas sim um líquido usado em máquinas de fazer fumaça. Wolf morreu na sexta-feira, 28, após ser retirado da atração chamada Labirinto, ter sofrido uma parada cardíaca no parque e outra, no Hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí, para onde foi levado em uma UTI móvel do Hopi Hari. Na terça, as equipes do IC apreenderam, durante a inspeção, a máquina de fumaça utilizada no brinquedo e o líquido usado no equipamento. Paulo Tucci, delegado da seccional de Campinas, afirmou que além dos parentes de Wolf, outras testemunhas serão chamados para depor essa semana na delegacia de Vinhedo, área à qual pertence o Hopi Hari.  "O líquido foi apreendido para sabermos se algum tipo de substância que compunha o material pode ter causado reação no garoto", afirmou o delegado. O laudo deve sair em um prazo de 30 a 60 dias, segundo o seccional. O Hopi Hari informou que a substância utilizada no brinquedo é "neutra e inofensiva" e nunca causou sequer desconforto aos visitantes. Em cinco anos de temporadas da Hora do Horror, ao menos 300 mil pessoas passaram pela atração. Só na temporada de 2007, 65 visitantes passaram pelo Labirinto. Segundo a assessoria do Hopi Hari, nenhum caso de mal-estar havia sido registrado até sexta-feira.

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