Família de menina morta por moto aquática pede R$ 12 milhões de indenização

Ação é contra o padrinho do adolescente de 13 que pilotava o equipamento no momento do acidente

Reginaldo Pupo - especial para O Estado de S. Paulo,

18 de maio de 2012 | 19h26

BERTIOGA - A família da menina Grazielly Almeida Lames, 3, morta após ter sido atropelada na areia por uma moto aquática desgovernada conduzida por um adolescente de 13 anos no sábado de carnaval na Praia de Guaratuba, em Bertioga, na Baixada Santista, poderá receber uma indenização de cerca de R$ 12 milhões, caso a Justiça acate o pedido protocolado pelo advogado da família, José Beraldo, em ação ajuizada por reparação de danos morais e danos materiais.

A ação, segundo o advogado, será contra José Augusto Cardoso Filho, padrinho de V.A.C., 13, que pilotava o equipamento. Também serão alvo da ação os pais do adolescente, o mecânico Thiago Lins, proprietário de uma marina; e seu mecânico Ailton Bispo de Oliveira. Segundo a perícia realizada pela Polícia Civil, o jet ski apresentava um defeito mecânico, que não teria sido percebido pela marina.

Em abril, a Justiça de Bertioga acatou denúncia da Vara da Infância e Juventude contra José Augusto, Thiago Lins e Ailton Oliveira, por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Fotos e filmagens feitas por especialistas contratados pela defesa também serão utilizadas na ação, segundo Beraldo, que protocolou a ação na cidade de Artur Nogueira, região e Campinas, onde mora a família de Grazielly.

O adolescente V.A.C., de acordo com a promotora Rosana Colletta, deverá responder medida socioeducativa. Em entrevista ao Estado em março, ela havia afirmado que ele poderá prestar serviços comunitários em unidades hospitalares. O caseiro Erivaldo Francisco de Moura, que levou a moto aquática até o mar, não teve a denúncia contra si acatada pelo juiz Rodrigo Moura Jacob, da Vara Distrital de Bertioga, sob a alegação de que ele apenas havia cumprido ordens.

No último dia 20 de abril, Beraldo havia afirmado que exigiria R$ 5 milhões do pai do adolescente V.A.C., R$ 5 milhões do padrinho e da madrinha do menor e outros R$ 5 milhões contra o Estado, "pela demora no socorro da vítima". O advogado do adolescente, Maurimar Chiasso, não foi localizado na tarde ontem para comentar o pedido.

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