Família de jovem morta durante roubo volta a cobrar justiça

Enterro da jovem assassinada na região central de SP ocorreu na tarde de ontem; réus foram levados para CDP

CAMILA BRUNELLI, O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2012 | 03h10

Sob forte emoção, foi enterrada ontem a estudante Caroline Silva Lee, de 15 anos, assassinada durante um roubo em Higienópolis, na madrugada de domingo. O sepultamento ocorreu no Valle dos Reis, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Depois do enterro, os familiares fizeram um círculo em volta do túmulo, em homenagem à vítima.

O enterro precisou ser adiado porque a mãe de Caroline, Maria do Sacramento Lee, de 40 anos, não tinha conseguido transferir o pagamento ao cemitério no início da manhã. Chocado, o namorado da jovem, Jardel Nascimento, de 24 anos, não quis falar sobre o crime. Destacou apenas que a jovem era dedicada e amorosa.

A cerimônia reuniu entre 20 e 30 pessoas, entre familiares e amigos próximos da adolescente, além de contar com forte presença da imprensa. Maria do Sacramento voltou a lamentar a perda e cobrar justiça. "Quero que eles (os três autores do assalto e assassinato) peguem 40 anos de cadeia", afirmou.

Crime. A jovem foi assassinada por volta da 1h30 do domingo, enquanto voltava para casa, a pé, acompanhada do namorado de 24 anos. O casal foi abordado na Rua Sabará, em Higienópolis, por um trio de bandidos. Os homens estavam a bordo de um Fiat Idea, roubado no dia 14. Eles desceram do carro, de acordo com o boletim de ocorrência, anunciaram o roubo e atiraram contra a menina.

Os três - Marcos Vinicius Correa Gomes, de 19 anos, e Alex Rodrigues Venancio e Claudinei Avelino Modesto, ambos de 18 - foram perseguidos pela polícia e acabaram presos. Em depoimento prestado no 27.º Distrito Policial (Campo Belo), assumiram a autoria do crime. O mais velho, Gomes, disse ter sido o autor dos dois disparos que mataram Caroline. "É isso o que acontece com quem reage a roubo", disse Gomes, sem aparentar remorso.

Ferida, a adolescente chegou a ser socorrida ao Hospital das Clínicas, onde morreu. Os criminosos confessos foram levados para a carceragem do 26.ºDP (Sacomã), onde ficaram presos até a manhã de ontem, quando foram levados ao CDP de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Pena. Eles vão responder pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e roubo duplamente qualificado. A pena mínima, se somadas as duas sentenças, é de 33 anos de prisão.

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