Família de jovem arrastada por carro não perdoa motorista

Jovem de 27 anos estava com o namorado, foi arrastada por quase um km e agora está em coma induzido

Cláudio Dias, de O Estado de S. Paulo,

29 de setembro de 2008 | 16h45

A família da auxiliar de escritório e estudante universitária Flaviana Barbosa, 27 anos, arrastada por quase 1 km no final de semana, em Araraquara, disse não perdoar o motorista que quase a matou por estar supostamente embriagado. A jovem segue internada em coma induzido e em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Beneficência Portuguesa e corre risco de morte.   Veja também:  Universitária arrastada está em estado grave    "Acidente acontece com todo mundo e é uma fatalidade. Mas pelo que soubemos, ele parou o carro (após bater na traseira da moto que seguia ela e o namorado) e, depois, acelerou e saiu cantando pneus. Foi ai que a minha filha ficou presa e foi arrastada. Foi terrível", conta o pai João Batista Barbosa Neto, de 63 anos. Segundo ele, ninguém da família teve tempo para pensar na situação do motorista que arrastou Flaviana. "Só tenho cabeça para pensar nela. Estamos torcendo e rezando para que ela supere essa."   A jovem cursa o último ano na faculdade de Administração de Empresas e está junto com o noivo Thiago Henrique Oliveira Rabim, de 23 anos, há seis. Os dois planejam casamento com o inicio da construção de uma casa. Eles estavam na moto quando foram atingidos na traseira pelo Santana, do pintor de carros Admilson Alves de Oliveira, de 26 anos, que acabara de tomar três latinhas de cerveja. O rapaz caiu no acostamento e a noiva ficou presa embaixo do automóvel.   Segundo a família, o quadro clínico é grave, porém, estável. O pai de Flaviana espera por justiça. "Só queremos que ele seja punido pelo que fez porque não sabemos o que ele (motorista) pensou, mas fugir não era o certo." O noivo dela voltou nesta segunda ao trabalho aconselhado pela família. O motorista foi transferido da cadeia de Rincão à Penitenciária de Araraquara. Segundo agentes penitenciários, ele ficará no pátio da ala do seguro, ou seja, no espaço reservado aos internos com rixas em razão da repercussão do caso.   O pai do motorista acusado de arrastar Flaviana, Joaquim Oliveira, de 49 anos, disse que o filho fugiu do local porque sentiu medo. Essa foi a justificativa do jovem dada ainda na delegacia em meio a confusão ainda no final de semana. "Ele nos confessou que estava com medo, com muito mesmo medo, talvez, de ser espancado e por isso desesperado fugiu. Não foi o certo, mas ele estava apavorado", conta o pai.   Oliveira reconhece a tragédia, mas sai em defesa dos muitos comentários ruins que ouviu sobre o filho. "Ele não é um menino ruim. É trabalhador, tem emprego fixo e nunca teve passagem pela polícia." A família do motorista afirma estar procurando por um advogado público para tirá-lo da prisão. "Nós não temos condição de pagar a fiança", afirma o pai que admite estar mais temeroso com a saúde Flaviana. "Estamos mais preocupados com ela porque ele está preso, mas está bem."   Atualizado às 18h56 para acréscimo de informações

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