Família de brasileiro morto em Sydney pede sigilo

Parentes de Roberto Laudisio solicitaram a amigos e a todos os envolvidos que fiquem em silêncio e aguardem o fim das investigações

JORGE BECHARA, ESPECIAL PARA O ESTADO, SYDNEY, O Estado de S.Paulo

23 Março 2012 | 03h04

A família de Roberto Laudisio Curti, de 21 anos, decidiu ficar em silêncio até a divulgação do resultado final das investigações sobre as circunstâncias da morte do jovem brasileiro, ocorrida na madrugada de domingo em Sydney, na Austrália. O brasileiro foi morto após a polícia atingi-lo com disparos de Taser - pistola de eletrochoque.

A família da vítima já deve saber resultados prévios dos exames de necropsia e de toxicologia de Roberto, realizados pela polícia do Estado de Nova Gales do Sul, apontam informações não oficiais. O diálogo entre responsáveis pelas investigações e Ana Luisa Laudisio, irmã de Roberto que vive em Sydney, segue sigiloso. A família também pediu discrição a amigos e colegas.

Apesar da estratégia de silêncio, a imprensa australiana continua a destacar o suposto roubo do pacote de biscoito praticado por Roberto e a suspeita do uso de drogas por ele. As autoridades locais prosseguem defendendo publicamente as armas de choque e a conduta policial.

As duas irmãs de Roberto divulgaram ontem uma nota, em inglês e em português, após reunião com o cônsul-geral do Brasil, Américo Dyott Fontenele. "Entendemos que as autoridades competentes estão realizando uma investigação sobre o que aconteceu e aguardamos as conclusões", escreveram.

Apoio. O consulado também mantém silêncio e ofereceu apoio legal, mas a família preferiu representação particular. O cônsul adjunto André Costa disse que não pode "fazer mais nada além de prestar apoio". Parentes de Lausidio contrataram advogados em Sydney para acompanhar o andamento do caso e interagir com o ouvidor da polícia de Nova Gales do Sul, que supervisiona a investigação do Departamento de Homicídios.

A polícia se recusa a prestar qualquer informação sobre o caso enquanto o processo não é concluído, mas declarou que as investigações vão restaurar a confiança no uso do Taser.

O tio de Roberto, que estaria com viagem marcada para Sydney, decidiu ficar em São Paulo e aguardar o desenrolar do caso e a possível liberação do corpo em cerca de duas semanas.

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