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Família alega que ataques a mulheres começaram após cirurgia na cabeça

Salvador Novais diz que o filho começou a ter problemas depois de uma cirurgia cerebral há 11 anos

Bibiana Borba, O Estado de S.Paulo

02 Setembro 2017 | 17h54
Atualizado 02 Setembro 2017 | 21h02

SÃO PAULO - O pai de Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, que foi preso por crime sexual em ônibus de São Paulo pela 16ª vez neste sábado, 2, respalda o argumento do filho sobre transtornos psiquiátricos surgidos após uma cirurgia na cabeça. Em entrevista à rádio Band News, Salvador Novais, de 65 anos, disse que o filho "nunca mais bateu bem" depois que foi atropelado e operado no Hospital das Clínicas de São Paulo. O aposentado relata que o acidente aconteceu em 2006, quando Diego tinha 16 anos, e não sabe precisar o tipo de intervenção cirúrgica ao qual o filho foi submetido.

O abusador narrou a mesma história ao ser detido na manhã deste sábado, após se masturbar com o órgão genital sobre uma passageira de um ônibus e tentar segurá-la para que não pedisse ajuda. Em depoimento informal ao delegado Rogério Nader, Diego disse que começou a ‘sentir necessidade’ de praticar os abusos contra mulheres depois de ficar internado por dois meses quando sofreu o acidente, parte do período em estado de coma.

O pai também disse temer que o filho seja considerado um estuprador ‘normal’ por outros presos e agredido se for levado a uma prisão comum. “Melhor é um tratamento para, mais tarde, ele reconhecer o que fez e pedir perdão, sei lá, perdão a Deus pelo que fez", sugeriu. 

Diego pediu o auxílio de um psiquiatra aos policiais e disse não ter estuprado ninguém, depois de ser detido neste sábado. Salvador garante que não conversa com o filho desde antes do flagra da última terça-feira, 29, na Avenida Paulista. Ele ainda ressalta que a família não tem controle sobre as idas e vindas do rapaz de casa, na zona sul de São Paulo.

O delegado requereu a instauração de um 'incidente de insanidade mental', que vai investigar o suposto transtorno e a causa, podendo levar o homem à reclusão em um hospital psiquiátrico. Ele não chegou a ser encaminhado a nenhum tratamento nas 15 ocasiões anteriores em que foi flagrado atacando mulheres no transporte público, desde 2009.

Dois casos em quatro dias. Diego Ferreira de Novais havia sido solto na última quarta-feira, 30, após ser preso por ejacular em uma jovem dentro de um ônibus na Avenida Paulista. Neste sábado, o criminoso voltou a ser detido por outros passageiros em um coletivo na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na zona sul. A Polícia Militar relatou que Diego foi flagrado se masturbando, em pé, ao lado de uma mulher que estava sentada, além de ter tentado segurar a vítima quando ela percebeu o ato e começou a gritar e pedir ajuda. 

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