Faltou ao governo sensibilidade e flexibilidade

O crescimento e o adensamento da cidade sempre exigiram cada vez maior restrição ao estacionamento nas vias públicas. Isso, feito gradativamente, permite a adaptação de todos, dando tempo à iniciativa privada de abrir e explorar estacionamentos, e mesmo de construir prédios comerciais com excedentes locáveis de garagens.

Análise: Sergio Ejzenberg, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2010 | 00h00

Priorizando a fluidez, a Prefeitura eliminou, de uma só vez, aproximadamente 4 mil vagas de estacionamento em Moema, provocando o aumento do preço do estacionamento particular, levando ao fechamento de estabelecimentos que dependiam de vagas nas vias públicas e provocando desconforto para moradores e visitantes. Poderia ter sido diferente? Sim, minimizando a proibição, proibindo o estacionamento apenas em um dos lados da Maracatins e da Nhambiquaras, por exemplo, apenas nos horários de pico. Assim haveria mais alternativa para as atividades dependentes das vagas nas ruas. Da maneira como foi feita, a restrição provocou manifestações de moradores e de comerciantes, sinal de que faltou sensibilidade e flexibilidade à Prefeitura.

MESTRE EM TRANSPORTES PELA POLI-USP

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