Falta um perfil de vítimas e autores para propor soluções

Os homicídios vêm caindo há muito tempo e os crimes patrimoniais vêm subindo. E o roubo é um dos principais crimes que vêm subindo não só em São Paulo, mas em todo o Brasil. É preciso olhar com mais atenção para essas ocorrências, fazer bons diagnósticos e integração da base de dados das Polícias Civil e Militar: onde esses crimes acontecem, qual o seu horário, quem são as vítimas, qual o perfil do seus autores, que tipo de arma é empregada. É preciso fazer isso de forma bem pormenorizada para entendermos as diferenças de perfil do roubo nas regiões da cidade e do Estado. Só com esse diagnóstico profundo poderemos entender a dinâmica dos roubos e propor políticas mais acertadas.

ANÁLISE: Carolina Ricardo, analista sênior do Instituto Sou da Paz, O Estado de S.Paulo

26 Março 2014 | 02h03

Nós também sabemos que, de uma forma geral, a taxa de esclarecimento de crimes no Brasil é baixa. Precisamos também que se invista mais em investigação da Polícia Civil e o fluxo de trabalho entre a polícia, o Ministério Público e o Poder Judiciário funcione melhor em conjunto.

O que nós percebemos hoje, por um dado da Fundação Getúlio Vargas, é que cerca de 80% dos presos por roubo no Estado de São Paulo foram pegos no dia em que cometeram o crime - ou seja, em flagrante, sem uma investigação. Isso mostra muito mais um trabalho da Polícia Militar - que prendeu em flagrante - do que da Polícia Civil, que deve investigar.

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