Falta um órgão metropolitano para resolver conflitos

São dois valores igualmente fortes: um é a questão da qualidade de vida dos moradores da Granja Viana, que envolve manutenção do verde e melhoria do ambiente urbano. Outro, tão legítimo quanto, é a demanda de uma cidade com pressão demográfica que não há para onde escoar. Falta um árbitro, um órgão metropolitano que faça a gestão dos limites. Não apenas sobre moradia, mas também uso do solo, transporte, saneamento e meio ambiente.

Análise: Heloísa Proença, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2010 | 00h00

Existe uma questão cultural: as nossas classes de renda mais alta entendem que morar bem exige uma área com um grande quintal, árvores na calçada e dentro do terreno - é a imagem dos subúrbios americanos. Por outro lado, em São Paulo você tem de ocupar, sob pena de invasão irrestrita das nossas últimas reservas de área verde.

O problema não é a verticalização, mas sim o padrão que costumamos adotar. O nosso vertical é fechado. São ilhas isoladas no meio do ambiente urbano, porque existe ainda o problema da segurança.

A saída seria repensar esse modelo, com edifícios mais abertos com espaço para circulação pública, área liberada no terreno. Assim, resolveríamos o problema de pouca gente em muita área construída.

EX-SECRETÁRIA DE PLANEJAMENTO URBANO DE SP

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