Falta estrutura para peritos, diz auditoria

A falta de estrutura da Polícia Técnico-Científica do Estado do Rio é mais um obstáculo para que se chegue a uma conclusão definitiva sobre as causas do desabamento dos três prédios da Avenida Treze de Maio. Apesar de haver pessoal qualificado para a análise técnica da tragédia, não há equipamentos e laboratórios e os profissionais dependem de universidades e centros de perícia de outros Estados.

ALFREDO JUNQUEIRA / RIO, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2012 | 03h03

"Para fazer a perícia dos prédios, pessoal capacitado tem. Há um departamento de engenharia, com diversas especialidades. Mas laboratório não tem. A solução é utilizar laboratórios a que se tem acesso, como os de universidades", afirmou o ex-presidente da Associação dos Peritos do Estado do Rio de Janeiro, Elcio Carvalho da Costa.

O relatório de uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), aprovado em abril do ano passado, explicita alguns dos problemas do Setor de Engenharia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). O instituto é responsável pela elaboração do laudo que vai orientar o inquérito criminal em andamento na 5.ª DP (centro). "O Setor de Engenharia do ICCE, por exemplo, tem autorização judicial para utilizar equipamentos de informática apreendidos, dada a carência desse equipamentos no setor", escreveu o conselheiro Julio Lambertson Rabello.

Sem informações. Procurada, a Assessoria de Imprensa da Polícia Civil informou que os esclarecimentos sobre o funcionamento dos institutos de perícia do Estado seriam prestados pelo diretor do Departamento Geral de Polícia Técnico e Científica (DGPTC), Sergio Henriques. Até as 20 horas, no entanto, nenhum dado foi enviado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.