Falta de placas atrapalha usuários da Barra Funda

Quem chega ao Terminal Palmeiras-Barra Funda, zona oeste da cidade, sofre para localizar os ônibus urbanos ou para descobrir onde é a saída para a região central, por exemplo. Além disso, os frequentadores do maior terminal intermodal da América Latina disputam cada milímetro quadrado das escadarias por onde sobem e descem pelo menos cerca de 60 mil pessoas por hora apenas no horário de pico.

Isis Brum, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2010 | 00h00

A sinalização ruim faz vítimas, como o estudante Gustavo Viotto, de 21 anos, que tinha compromisso em Osasco, na Grande São Paulo, e atrasou uma hora e meia porque se perdeu e pegou o ônibus errado.

"A comunicação interna está defasada", avalia o arquiteto e urbanista Kazuo Nakamo, do Instituto Pólis. Para ele, a impressão é de que o terminal está bastante carregado. "A Barra Funda é a bola da vez. Há grandes empreendimentos imobiliários no entorno do terminal e o espaço não foi dimensionado para dar conta."

O segurança Rodrigo Ribeiro, de 33 anos, espera o ônibus na parte descoberta do terminal. Segundo ele, os passageiros se molham em dia de chuva e há riscos de assaltos. À noite, moradores de rua usam plataformas de acesso como banheiros.

Metrô e Socicam, que compartilham a administração do terminal, negam a operação acima da capacidade. Sobre a sinalização, o Metrô informou que a responsabilidade é de ambos, mas não disse se algo seria feito.

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