Falta de orientação em tobogã influi na morte de menino em SP

Segundo prefeito de Ibirá, 'responsáveis precisam pagar'; família diz que brinquedo estava mal conservado

Chico Siqueira, especial para O Estado de S.Paulo,

31 de março de 2008 | 22h24

A ausência de um monitor para orientar os banhistas pode ter contribuído para a morte do estudante Gustavo Rodolfo Alves, de 14 anos, no domingo, 30, quando ele despencou de uma altura de 4 metros do tobogã do parque aquático da estância turística Thermas de Ibirá, a 410 quilômetros de São Paulo.   A Polícia Civil de Ibirá abriu inquérito para apurar as circunstâncias do acidente, mas o prefeito Francisco Márcio Carvalho (PSDB) de Ibirá, responsável pela estância, disse que o funcionário que orienta os banhistas no momento da descida do tobogã, não estava no alto do brinquedo, que tem cerca de 20 metros de altura. "O funcionário tinha ido almoçar e não foi substituído. Por isso, o grupo de garotos parou no meio da descida e a estrutura do tobogã, não suportou o peso", declarou o prefeito.   O adolescente e mais nove amigos desciam de "trenzinho" pelo tobogã, quando o brinquedo cedeu. Gustavo estava à frente e sofreu com o impacto dos meninos que vinham atrás e caíram sobre sua cabeça no chão ao lado da piscina. Ele teve fratura cervical e traumatismo craniano, morrendo no local. Outros dois garotos tiveram fraturas no braço e na perna.   Parentes e amigos do garoto contaram que o tobogã estava rachado em alguns pontos. "Fui lá outro dia voltei para casa com as costas machucadas", disse Daniel Mariano, um garoto de 10 anos, morador nas Thermas. "Ele caiu e os outros caíram sobre ele", contou Jonni Costa, outro garoto que estava no parque no momento do acidente. "Nunca mais volto lá", afirmou.   O prefeito negou que o brinquedo estivesse em precárias condições de uso. "O brinquedo estava bom, ele passa por manutenção uma vez por ano", disse. Mesmo assim, segundo Carvalho, o parque ficará interditado até a reforma do tobogã e administração do local, será substituída. "Foi uma fatalidade, mas houve uma falha neste acidente e os responsáveis precisam pagar", disse.    Gustavo foi enterrado sob um clima de emoção e revolta no Cemitério Municipal.

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