Falta de luz atinge bairros de todas as classes sociais

Em um dos locais mais nobres atingidos, moradores do Morumbi reclamam da falta de iluminação dos postes 'há meses'

Adriana Ferraz; Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2014 | 03h00

Dos cortiços do Bom Retiro às ruas de mansões no Morumbi, a falta de iluminação na capital paulista atinge bairros de todas as classes sociais. Se nas partes nobres da zona sul e no Alto de Pinheiros, na zona oeste, a arborização das ruas dificulta a presença de luz nas calçadas e nas praças, em regiões pobres, como no Bom Retiro e na favela de Paraisópolis, há fileiras de postes com lâmpadas queimadas.

Nas transversais da Avenida Giovanni Gronchi, bem próximo do Palácio dos Bandeirantes, muitos postes estão sem iluminação “há meses”, segundo moradores, e facilitam os assaltos a motoristas. “A gente pede também poda nas árvores que crescem e começam a ‘fechar’ a calçada, deixando tudo escuro. Mas sempre demora muito, nada acontece”, afirma a farmacêutica Valéria Accorsi, de 41 anos, moradora da Rua das Açucenas.

Nos arredores da Praça Vinícius de Moraes, reduto de donos de cachorros e de corredores no Morumbi, é comum ver postes com iluminação que esbarra nas árvores. “A calçada aqui está sempre escura. Acho que eles deveriam direcionar a lâmpada do poste de acordo com a vegetação da rua”, afirma o bancário Roney Afonso Salles, de 31 anos, morador da Rua Ícaro Sydow.

Uma das prioridades do governo no novo contrato é melhorar a iluminação de bairros com altos índices de criminalidade, como é o caso do Morumbi e da região central.

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