Falta de documento deve adiar soltura de Law Kim Chong

Maior 'contrabandista do País', o chinês naturalizado está preso desde novembro do ano passado em São Paulo

da Redação

16 de março de 2008 | 10h47

A falta de um documento deve adiar, pela segunda vez, a soltura do chinês naturalizado Law Kim Chong, esta segunda-feira, 17, disse a Secretaria de Administração Penitenciária ao estadao.com.br. "Sem essa autorização, não há como liberá-lo", disse a assessoria, que não quis detalhar o  conteúdo do documento. Inicalmente, sua liberação estava prevista para este sábado, mas também foi adiada.   Considerado o maior contrabandista do País, Law está preso no Tremembé II, no Vale do Paraíba, desde novembro de 2007 acusado de contrabando e descaminho.   Veja também: Juiz não recebeu provas para manter Law Kim Chong na cadeia Após blitz em shopping popular, PF prende Law Kin Chong MPF denuncia Law Kin Chong por importação ilegal de produtos   Inicialmente, havia a informação de que o contrabandista seria solto no sábado.O juiz Alexandre Cassetari determinou a soltura do 'rei da 25 de Março' por considerar que a prisão cautelar concedida contra ele já havia vencido e nenhuma outra instância da Polícia Federal, responsável pela prisão do contrabandista, havia solicitado a permanência dele na cadeia.   De acordo com o advogado Miguel Pereira Neto, o juiz entendeu, em princípio, que a prisão cautelar se tornou ilegal, já que o prazo da prisão cautelar venceu há 101 dias. Acusado pela PF de ser o maior contrabandista do País, Law foi detido acusado por contrabando e descaminho. De acordo com a SAP, a secretaria está tomando as providências necessárias para a liberação, como checagem dos inquéritos e processos do detido. A soltura só poderá ocorrer após essa checagem, que fica uma pouco mais demorada do que o de costume por ser um sábado, de acordo com a SAP.   'Rei da 25'   Condenado por corrupção, o "rei da 25 de Março" ainda responde na Justiça a dois processos por contrabando e formação de quadrilha. Law foi preso em junho de 2004, depois de ser filmado tentando subornar o ex-deputado Luiz Antonio de Medeiros para que seu nome não fosse incluído no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pirataria   Ele esteve detido em Brasília, em Guarulhos e no Instituto Agrícola de Bauru, no interior paulista. Foi colocado em liberdade em junho pelo juiz Enio Moz Godoy, da 2ª Vara de Execuções Criminais de Bauru, para cumprir pena em regime aberto.   Em novembro do ano passado, durante blitz nas obras do Shopping Pari, na zona leste de São Paulo, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, chamou de bandido o empresário chinês naturalizado brasileiro. "Enquanto eu for prefeito, isso aqui não abre. São Paulo quer aqui pessoas que paguem impostos e trabalhem sério. O senhor Law é um bandido, criminoso e merece ser preso", disse Kassab. Logo após a blitz, que apreendeu produtos falsificados e contrabandeados, a PF autuou o empresário em flagrante. 

Tudo o que sabemos sobre:
Law Kim Chong

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.