Falta de coordenação faz CET e policiais ''disputarem'' pontos

A volta do CPTran trouxe também uma velha divergência entre soldados e marronzinhos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Como ocorria antes da extinção do comando, em 2002, agentes e técnicos de trânsito reclamam que as duas entidades responsáveis pelo trânsito da capital não operam de maneira articulada, de forma que um complemente ações do outro.

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2011 | 00h00

Eles se queixam, por exemplo, de que os policiais militares não consultam a CET para definir pontos de fiscalização. As duas entidades mantêm reuniões periódicas sobre como melhorar a segurança no trânsito. Discutem, por exemplo, operações em que marronzinhos necessitam de uma autoridade para parar veículos, como na fiscalização do uso das cadeirinhas para crianças nos carros. Mas cada um segue seu próprio critério para escolher agentes que vão ficar em cada local.

O resultado é que há determinadas áreas da cidade em que se vê uma viatura amarela da CET e outra da Polícia Militar. Muitas vezes, na mesma calçada.

Oficialmente, no entanto, as entidades minimizam o fato: "A CET tem seus pontos críticos e nós temos os nossos, que podem ser tanto de trânsito como de segurança. Então podem coincidir os locais, mas não vejo problemas", diz o capitão Paulo Sérgio Oliveira, do CPTran. O diretor de administração da CET, coronel Alberto Reis, vai na mesma linha. "Estamos constantemente em contato e somos sempre atendidos quando solicitamos auxílio. Um exemplo é que nos ajudaram na fiscalização de motos e nós cedemos alguns guinchos para eles. Podemos estar na mesma calçada em alguns casos, mas isso não significa falta de coordenação."

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