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Falta de chuvas afeta nível de rios na região do PCJ

Os principais rios da bacia abastecem pelo menos trinta cidades, com cerca de 4 milhões de habitantes

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

08 Agosto 2016 | 18h23

SOROCABA - Há 23 dias não chove na região das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), no interior de São Paulo, e a queda no nível dos rios já causa preocupação. Os principais rios da bacia abastecem pelo menos trinta cidades, com cerca de 4 milhões de habitantes, entre elas Campinas, Jundiaí e Piracicaba. De acordo com o Consórcio PCJ, ainda não há risco para o abastecimento, mas se a estiagem persistir, as vazões podem atingir níveis críticos.

Durante o mês de julho, a média de chuvas ficou em torno de 3,6 milímetros na região, bem abaixo da média histórica de 10 mm. Em Limeira choveu menos de 1 milímetro, enquanto em Campinas, o índice de chuva chegou a 1,8 mm, segundo a Sala de Situação do Consórcio PCJ. 

Em todo o mês, Piracicaba recebeu 2,9 mm de chuva - o julho mais seco dos últimos cinco anos -, mas em agosto o índice é zero. No trecho que corta a cidade, o Rio Piracicaba já evidencia montes de pedra e bancos de areia. A vazão, que teve média de 65,9 metros cúbicos por segundo em julho, estava em 44,4 m3/s nesta segunda-feira ,8.

No Rio Atibaia, que abastece Campinas, a vazão média de 16,6 m3/s em julho havia caído para 14,2 metros. O Rio Jaguari baixou de uma média de 6,9 m3/s para 4,7 metros por segundo. De acordo com o Consórcio PCJ, a situação só não é mais grave porque, após a crise hídrica de 2014, muitos municípios investiram em sistemas para reservar água. 

Piracicaba construiu 250 bacias de retenção, enquanto Limeira deve chegar a 400 bacias. Em Indaiatuba, foi inaugurado um reservatório de água bruta capaz de armazenar 1,3 bilhão de litros. Campinas planeja a construção de um reservatório municipal - os estudos serão concluídos este ano.

 

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