Falta de boletim de ocorrência dificulta combate ao crime

Nas últimas semanas, diversas reportagens foram veiculadas relatando assaltos a motoristas na Marginal do Pinheiros. O modus operandi dos marginais varia dependendo da situação e acontece em horários variados. Em alguns casos, o motorista é surpreendido com a quebra do vidro lateral e a rápida subtração de pertences do interior do automóvel. Muito usado, o arremesso de pedras de pontes que cortam a via faz alguns condutores pararem os veículos para verificação dos danos e aí acontecem as abordagens por assaltantes armados com armas de fogo ou até mesmo facas. Chama também atenção o golpe do carro quebrado, onde o motoqueiro emparelha com um veículo e sinaliza ao motorista que o motor de seu carro está soltando fumaça. Ao estacionar para constatar o suposto problema, torna-se vítima.

Jorge Lordello, O Estado de S.Paulo

07 Julho 2011 | 00h00

Mas quem realiza esse tipo de crime? São jovens delinquentes, muitas vezes menores de idade, que se contentam em subtrair celulares, relógios e pequenas quantias em dinheiro - muitos com o intuito de manter o vício em crack. Geralmente moram na rua, sob pontes, em bolsões de miséria.

Várias vítimas não registram a ocorrência, o que dificulta o mapeamento desse tipo de delito. O planejamento estratégico para combate à criminalidade passa pela análise dos Boletins de Ocorrência. São Paulo foi pioneira na implantação do Infocrim (banco de dados digital) e no registro de BOs pela internet. Com essas ferramentas, as forças policiais passaram a mapear e analisar em tempo real a ação da criminalidade, planejando com inteligência, rapidez e eficácia o devido combate. O resultado foi a sensível queda em diversos índices criminais nos últimos anos.

É ESPECIALISTA EM SEGURANÇA E PESQUISADOR CRIMINAL

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.