Falta de água faz cidade do interior de SP fechar escolas e liberar alunos

Desperdício também vai render multa de R$100 em Cristais Paulista, onde a população fica 20 horas por dia com as torneiras secas

Rene Moreira, Especial para o Estado

21 de outubro de 2014 | 17h25

FRANCA - A prefeitura de Cristais Paulista, no interior de São Paulo, decidiu multar em R$ 100 quem desperdiça água, além de suspender aulas e liberar os alunos até o fim de outubro. O motivo é a seca que está deixando toda a população 20 horas por dia sem água. Oito caminhões-pipa distribuem água no município, e a prefeitura estuda perfurar poços.

Na cidade, os problemas com a seca e com a falta de abastecimento vêm sendo sentidos há meses. A administração municipal já havia decretado situação de emergência no primeiro semestre, mas o racionamento foi oficializado em setembro.

Com a decisão, cerca de 1.600 alunos ficarão sem aulas até o dia 29 de outubro. As autoridades esperam que até lá a situação seja contornada.

A alegação é que o funcionamento das escolas ficou prejudicado, pois a falta de água vinha dificultando a higiene dos banheiros e até o preparo das merendas. De acordo com a secretária de Educação do município, Ana Rosa Menecucci, a demanda dos alunos já ia além da capacidade dos reservatórios.

A prefeitura informa que essa folga forçada não deve prejudicar o calendário letivo. As aulas perdidas deverão ser ministradas no final do ano.

Interior. O problema da falta d’água e da seca já atinge, total ou parcialmente, 70 municípios do Estado de São Paulo - fora a capital -, onde vivem 13,8 milhões de pessoas. Desses, 39 já adotaram o racionamento, 3 estão em situação de emergência e 1 em calamidade.

Grandes cidades como Campinas, Piracicaba e Americana também estão sofrendo com a falta d’água. Só na região de Campinas já são 13 cidades e 2,3 milhões com rodízio. Em Itu, o racionamento já dura nove meses e há até escolta para caminhão-pipa. 



 

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