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Falta de água afeta creches infantis de SP

Unidades tiveram de dispensar alunos, comprar galões e até mesmo contratar caminhões-pipa

Mônica Reolom, Stéfano Mariotto e Thiago Sawada, O Estado de S. Paulo

30 de outubro de 2014 | 03h00

SÃO PAULO - A crise hídrica tem comprometido o atendimento às crianças em creches da cidade de São Paulo. Diretores de Centros de Educação Infantil (CEI) relatam que tiveram de dispensar os alunos, comprar galões de água e até contratar caminhões-pipa para suprir a falta de abastecimento nas últimas semanas. 

Na rede municipal, pelo menos 14 creches relataram algum tipo de problema relacionado à falta de água, segundo levantamento do Estado. Os problemas vão de falta de fornecimento por um dia até a necessidade de cancelar os banhos. É o que acontece desde julho no CEI Espaço Criança, em Santana, zona norte. Após acordo com os pais, foi decidido que as 136 crianças passariam a não tomar banho diário na creche, a não ser por motivos relacionados à saúde. Outras medidas foram tomadas, como uso de álcool gel e compra de galões para possíveis emergências.


Os alunos do CEI Reino da Criança II, no Parque São Lucas, na zona leste, também já chegam de banho tomado. A diretora da creche, Lúcia Ferreira, informou que, na metade de outubro, algumas crianças tiveram de ser dispensadas. “Os alunos que podem ficam em casa, mas também não tem água na casa deles.” 

De acordo com a diretora, por causa dessa situação, alguns pais chegaram a ameaçá-la. Outros, no entanto, se ofereceram para comprar mais uma caixa d’água, apesar de a água disponível não ser suficiente para enchê-la. 

Particular. O Berçário Vila do Saber é uma creche particular que, há cerca de um mês, também enfrenta dificuldades. Localizada em Moema, na zona sul, a unidade cuida de 35 bebês de 4 meses a 2 anos. A diretora da escola, Aglair Fraga, explica que as necessidades mais urgentes - como o preparo de alimentos e a limpeza dos bebês - são supridas com a reserva da caixa d’água, durante os períodos de cortes.

Contudo, uma das medidas necessárias foi diminuir a quantidade de banhos dos bebês de dois para um por dia. A diretora chegou a entrar em contato com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que alegou que a falta de água ocorre por causa da reestruturação da rede na região.

Caminhões-pipa. As escolas têm se esforçado para garantir o atendimento dos alunos. As 484 crianças matriculadas no CEI Vila Medeiros, na zona norte, ainda não deixaram de ser recebidas pela creche. Mas foi necessária a contratação particular de dez caminhões-pipa desde fevereiro, quando começaram os primeiros problemas, ao custo de R$ 450.

Em nota, a Sabesp informou que técnicos da empresa estiveram ontem nos locais indicados pela reportagem e registraram índices de abastecimento acima do mínimo estabelecido pela norma padrão, que é de 10 mca (metros por coluna de água). “Portanto, as escolas estão sendo abastecidas”, afirmou a companhia. 

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