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'Papai Noel' ficou calado, diz piloto de helicóptero roubado

Homem fantasiado disse que faria festa surpresa para crianças; durante aterrissagem, sacou arma e obrigou piloto a pousar

Alexandre Hisayasu, O Estado de S. Paulo

30 Novembro 2015 | 18h34

SÃO PAULO - O piloto Caio Fernando Pinto - que foi rendido por um homem armado fantasiado de Papai Noel durante um voo de helicóptero - disse em depoimento à Polícia Civil que o bandido não quis conversar em nenhum momento e sempre manteve uma postura reservada. A aeronave foi roubada na sexta-feira, 27.

Ele contou que o criminoso telefonou, se identificou como Marcelo, e marcou um voo para o final da tarde. O homem apareceu fantasiado de Papai Noel no Campo de Marte, na zona norte. O destino era um sítio em Mairinque, no interior de São Paulo, onde aconteceria uma festa surpresa para crianças. 

Segundo o piloto, houve várias tentativas de puxar conversa com o homem no voo, mas ele não dizia nada e, em nenhum momento, tirou os óculos ou a barba. Funcionários do hangar onde estava o helicóptero tiraram uma foto do suspeito fantasiado.

Quando a aeronave estava aterrissando no sítio, o piloto percebeu que não havia crianças no local. Foi aí que o Papai Noel sacou uma arma e obrigou o piloto a completar o pouso. No chão, outro comparsa apareceu; Fernando foi levado para dentro da casa e amarrado. O helicóptero foi reabastecido no sítio e os dois bandidos fugiram.

A vítima conseguiu se soltar e pediu ajuda a uma moradora da região, que o levou até um posto da Polícia Militar, em Itu. A Polícia Civil investiga várias hipóteses. As principais são que a aeronave pode ser usada para o tráfico de drogas, um resgate de presos ou até mesmo ter sido vendida no Paraguai para arrecadar dinheiro para o crime organizado.

 

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