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Falso padre vai prestar serviços comunitários como pena

Homem celebrou missas, casamentos e batizados na zona sul de SP e foi condenado em duas instâncias pelo crime de estelionato

Marco Antônio de Carvalho, Especial para O Estado

01 de outubro de 2014 | 16h16

SÃO PAULO - José Francisco de Lima, condenado em duas instâncias por se passar por padre na Diocese de Campo Limpo, em São Paulo, terá de prestar serviços comunitários como pena pelo crime de estelionato. Por dois anos, Lima celebrou missas, casamentos e batizados mesmo sem ter sido ordenado para tais funções. 

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve na semana passada decisão de 1ª instância que já havia condenado o homem pelo crime. A prestação de serviços foi a alternativa apresentada para substituir a pena de um ano e dois meses de reclusão em regime aberto, além de pagamento de multa. 

De acordo com informações do setor de comunicação do TJ, o réu se apresentou à Igreja São Pedro e São Paulo como sacerdote da Congregação Salesiano. Ele teria enganado a Diocese de Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, afirmando que havia atuado em outras igrejas. O homem tomou empréstimos de mais de R$ 200 mil usando como garantia o posto dele na Igreja.

O relator do recurso apresentado por Lima foi o desembargador Willian Campos, que entendeu que o homem praticou estelionato ao se aproveitar da confiança dos fiéis, mediante artifício fraudulento para receber importâncias em dinheiro. "Evidente o dolo do réu que, percebendo a ingenuidade e a confiança das vítimas, aproveitou-se para se locupletar indevidamente", expôs na decisão que foi seguida pelos desembargadores Edison Brandão e Luis Soares de Mello Neto.      

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