Faixa exclusiva na 23 de Maio começa com problemas

Acesso de carros para a região de Moema teve de ser bloqueado; trânsito ficou abaixo da média no horário de pico da manhã

Bruno Ribeiro, Gabriela Vieira, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2013 | 02h05

Começou com confusão, mas trânsito abaixo da média, a operação da faixa exclusiva para ônibus no Corredor Norte-Sul ontem na capital. O acesso de carros para a região de Moema, na zona sul, teve de ser bloqueado na região da Avenida Moreira Guimarães. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que continuará, nos próximos dias, a monitorar a via e não descarta mudanças.

Após o horário de pico, entretanto, a cidade passou a registrar trânsito acima da média. Às 11h30, em todo o eixo, o congestionamento no sentido aeroporto ultrapassava os 10 km. Na direção de Santana, as filas de carros foram de 4 km, segundo a CET. Apenas a 23 de Maio registrou quase 9 km de lentidão nesta manhã, na direção da zona sul da cidade.

Os 10,4 km do novo trecho da faixa exclusiva funcionam das 6h às 22h de segunda a sexta-feira. A restrição vale em todo o Corredor Norte-Sul, desde o Túnel João Paulo II do Anhangabaú, passando pelas Avenidas 23 de Maio, Rubem Berta, Professor Ascendino Reis, Moreira Guimarães e Washington Luís, até 200 metros após a Avenida Jornalista Roberto Marinho. Há uma semana foi adotada a mesma restrição em um trecho que inclui as Avenidas Prestes Maia, Tiradentes, Ponte das Bandeiras e Santos Dumont. Ainda não há cobrança de multas para quem desrespeita a sinalização.

Vale lembrar que havia expectativa por parte dos técnicos de trânsito maior do que o normal ontem por causa do fim das férias escolares. À tarde, mesmo com a pane do Metrô, o trânsito ficou dentro da média.

O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, disse que deve "ajustar alguns gargalos" que podem ocorrer durante a operação das faixas, instalando cones de sinalização em pontos do corredor, como as Avenidas 23 de Maio, Rubem Berta e Moreira Guimarães para melhorar a fluidez. Em outros pontos, não há separação entre as faixas do ônibus e do automóvel. "Tem pontos em que o fluxo dos dois é para o mesmo sentido", disse Tatto, referindo-se a locais em que os carros podem sair do corredor pela direita.

A Prefeitura informou ainda que poderá mudar itinerários de ônibus da região, trazendo mais linhas para o corredor, a depender da velocidade que os coletivos alcançarem. A meta da Prefeitura é que a velocidade média dos ônibus, que hoje é de cerca de 13 km/h, chegue a até 25 km/h. "Ali é um ponto de muita atração, para os hospitais da Unifesp, para o Shopping Santa Cruz", explicou Tatto.

A faixa exclusiva deve funcionar pelos próximos dois anos. Esse é o tempo que deve demorar para que a Prefeitura construa um corredor de ônibus no local, com a circulação feita pela faixa da esquerda.

Conflito. Questionado sobre eventuais transtornos para o motorista com a instalação da faixa, o secretário voltou a frisar que, para a Prefeitura, "é o carro que atrapalha a fluidez do ônibus", e os coletivos terão sempre a prioridade da circulação nas vias da cidade.

"A implementação da Operação Dá Licença Para o Ônibus tem como objetivo aumentar a fluidez do transporte coletivo. Tendo em vista que uma das principais metas da gestão é ampliar o número de vias exclusivas para ônibus, bem como a velocidade média desenvolvida pelos coletivos, a medida vai beneficiar milhares de usuários do sistema de transporte público", disse a CET, em nota.

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