Fadiga é causa da maior parte das licenças

A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo ainda aguarda estudos detalhados sobre as motivos de licenças, mas sabe que problemas relacionados à saúde mental, estresse e fadiga causam a maior parte das ausências por motivos médicos. Esse tipo de licença soma metade das ausências de 2012, mas houve queda desde 2009, quando representava 61% do total.

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2013 | 02h01

Um dado que preocupa a Prefeitura, mas, segundo o secretário Cesar Callegari, ainda não tem uma explicação clara, é o aumento nas licenças por acidente de trabalho. Essa categoria cresceu 43% entre 2009 e 2012, alcançando 176,6 mil dias de ausências (10% do total do ano passado). "Precisamos saber que tipo de acidente de trabalho é esse, se é no acesso ou no local", diz o secretário.

Para lidar com os problemas de saúde, Callegari afirma que o Município já está desenvolvendo uma série de ações. "Se os professor está ficando doente é preocupante. É um problema de todos nós, temos de agir."

Ele promete que a partir de setembro haverá mutirões de atendimento, com consultas e encaminhamentos, em todas as regiões. As ações, em parceria com a Secretaria de Saúde, devem acontecer aos sábados nos Centros de Educação Unificada (CEUs). "Haverá também modernização do Hospital do Servidor Público Municipal."

A Prefeitura pretende ainda descentralizar o sistema de perícias, feito pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão. A ideia é diminuir os prazos. Há casos, por exemplo, em que servidores demoram três meses para conseguir um laudo. Para 150 mil servidores há 75 médicos peritos e os atendimentos ocorrem em cinco pontos da cidade. Apesar de falar em reestruturação, o secretário não indicou detalhes.

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