'Faço tudo por ele, não é possível', lamenta pai

Nos corredores do 96.º Distrito Policial (Brooklin), ontem à tarde, alguns parentes dos acusados não se conformavam com as prisões e pareciam não acreditar nas acusações dos policiais. "Faço tudo por ele, não é possível", lamentou o pai de um acusado, que não quis revelar o nome do filho.

O Estado de S.Paulo

31 Julho 2012 | 03h03

Quem acompanhou as prisões nos últimos dias contou que as famílias ficaram chocadas com a chegada da equipe com os pedidos de prisão da Justiça. Em alguns casos, pais e mães trabalhavam durante o dia todo para pagar em dia as mensalidades dos filhos, matriculados em universidades tradicionais de São Paulo. "Mesmo assim, eles queriam mais", afirma o delegado Eduardo Camargo Lima, titular do 96.º Distrito Policial (Brooklin).

De acordo com o relato de investigadores, na casa de Michael Douglas, por exemplo, a mãe chegou a dizer que eles estavam equivocados. Nervosa, ela ainda teria apresentado a matrícula da faculdade de Administração do filho, que estava guardada em uma pasta.

O advogado Hilton Cordeiro, que se apresentou como defensor de Raphael Guilherme dos Santos, de 21 anos, disse que seu cliente é um rapaz honesto e trabalha registrado em uma empresa. Segundo o advogado, no ano passado ele respondeu pela receptação de um veículo - o único antecedente entre os acusados. "Mas ele nega os outros crimes", disse o advogado.

Bebê no distrito. Segundo Cordeiro, o acusado também acabou de ser pai. O bebê também estava no DP, mas a mãe não quis falar com a reportagem. / C.H.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.