Exumado corpo de vítima dos crimes de maio

Mãe cobrava medida havia 6 anos para buscar projéteis; ela acredita que jovem não foi morto pelo PCC, mas por policiais

O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2012 | 03h05

Os restos mortais do gari Edson Rogério Silva dos Santos, morto durante os chamados crimes de maio do Primeiro Comando da Capital, em 2006, foram exumados ontem em Santos. A exumação foi autorizada pela mãe, Débora Maria da Silva, da organização Mães de Maio, após um pedido do Ministério Público de São Paulo para verificar se ainda existem projéteis no corpo de Edson e se eles são compatíveis com uma arma apreendida em Cubatão durante as investigações.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou a exumação, feita pelo Instituto Médico-Legal (IML) de São Paulo, atendendo a pedido do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Débora acredita que seu filho foi morto por policiais na Baixada Santista, depois de tentar abastecer sua moto em um posto.

Em depoimentos prestados durante a investigação, ela relatou a existência de balas na vítima. "Sempre souberam que existia um projétil no corpo do meu filho e, mesmo assim, o Ministério Público pediu o arquivamento do caso, fazendo vista grossa", disse Débora à Agência Brasil. "Esperaram seis anos para fazer essa exumação."

Apuração. Agora, ela teme que a autorização seja uma forma de mostrar que o Estado ainda apura o caso. As Mães de Maio cobram que a investigação seja federalizada.

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