Exposição resgata a história fluminense da Colônia até hoje

As paisagens exuberantes saltam aos olhos. Mas, mais do que mostrar que o Rio é uma cidade maravilhosa, a exposição Rio Cidade-Paisagem realça, com imagens e textos, as transformações da paisagem urbana ao longo dos séculos. Organizada pela Fundação Biblioteca Nacional, em seu prédio no centro, a mostra fica em cartaz até o dia 21.

HELOISA ARUTH STURM / RIO, O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2012 | 03h05

Produzida integralmente com originais do acervo da biblioteca, a mostra documental reúne cerca de 150 itens e traça um panorama da cidade do período colonial aos dias atuais. São fotos, mapas, vídeos, jornais, gravuras, ilustrações e outros registros que abordam arquitetura, geografia, vegetação e até música.

"Essa cidade foi muito alterada. O homem já modificou demais a paisagem: aterrou, abriu túneis, desmontou morros inteiros. E essa exposição tenta mostrar tudo isso", disse o historiador Joaquim Marçal Ferreira de Andrade, da Divisão de Iconografia da BN, que divide a curadoria da exposição com a arquiteta Ana Luiza Nobre e o economista Sérgio Besserman Vianna.

Entre as raridades da exposição está a imagem mais antiga da cidade no acervo da Biblioteca Nacional: uma ilustração da Baía de Guanabara presente na primeira edição de um livro publicado em 1557, no qual o alemão Hans Staden relata suas aventuras nas duas ocasiões em que esteve no País, em meados do século 16. Imagens cartográficas do período colonial, muitas em manuscritos em nanquim, mostram nítidas transformações na geografia.

É possível também relembrar o passado bélico da então capital da colônia, por meio dos projetos de reforma das fortificações no século 18. Mas projeto ousado mesmo foi um de 1876, também em exposição, que nunca chegou a ser executado em virtude do seu alto custo e dificuldades técnicas: a construção de um túnel ferroviário submarino ligando o Rio a Niterói. A ligação subterrânea foi descartada e substituída, um século depois, pela extensa ponte que une as duas cidades.

Grátis. A exposição fica aberta de terça a domingo, com entrada gratuita.

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