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Exposição de moda põe público na passarela

Visitante poderá desfilar e aprender a cortar roupas em mostra interativa do Sesc

Valéria França, de O Estado de S. Paulo,

08 Março 2013 | 02h06

Os mais observadores já devem ter visto. Nas ruas paulistanas há árvores de calça jeans. Na esquina das Ruas Oscar Freire com Consolação, nos Jardins, tem uma bem frondosa que está de roupa desde anteontem. A ação faz parte da Move!, exposição de moda nada convencional, que abre as portas para o público nesta sábado, 9, no Sesc Belenzinho, na zona leste da capital.

A mostra reúne trabalhos de estilistas nacionais, como Alexandre Herchcovitch e Dudu Bertholini, e internacionais, caso de Diane Von Furstenberg e Marc Jacobs, entre outros. Eles fecharam parceria com artistas plásticos para construir espaços dentro do Sesc, que ofereçam experiência lúdicas e informativas.

O público poderá vivenciar por alguns minutos ou horas, dependendo do caso, o trabalho de profissionais que ocupam posições estratégicas na área. A exposição foi apresentada em 2010 no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa), com 12 trabalhos. Dois vieram para São Paulo. Trata-se da intervenção das árvores, do americano Peter Coffin, que foi espalhada em seis pontos da capital (veja quadro abaixo).

O segundo é uma passarela de desfiles batizada de Looks, construída por Rob Pruitt, autor do monumento a Andy Warhol, e o estilista Marc Jacobs. Na porta dessa instalação, o visitante será recebido por uma coordenadora de bastidor, vestida de preto, com escuta na orelha, e que, nervosamente - sim, as de verdade estão sempre estressadas - o encaminha para a sala de desfile.

A sala é um grande corredor, que funciona como um estúdio de chroma-key, técnica usada na TV, que permite a projeção de imagens de um desfile de Marc Jacobs. Na primeira fila tem até a Madonna, mas quem desfila é o visitante da exposição.

Banho de tinta. Os outros seis trabalhos foram construídos sob medida para a realidade brasileira. "O espaço do Sesc permite explorar ainda mais a criatividade", diz Antônio Haslauer, diretor da mostra. "O MoMa tem uma série de restrições internas. Lá, não pudemos colocar em prática o Splash, uma instalação onde o público veste um macacão de zíper e toma um banho de tinta cênica, que é lavável." No fim, o macacão é deixado lá para ser exposto. O participante ganha um kit banho para tirar a tinta restante do corpo.

A performance pretende mostrar que a moda depende da intervenção do usuário. "Até a periguete é uma referência forte em criações internacionais, como a de (Roberto) Cavalli, por exemplo", diz Haslauer, diretor da mostra.

No total, serão sete estações. A mais didática, digamos, é a de Pedro Lourenço, que realiza uma espécie de workshop de técnica de corte e costura à mão.

A mostra foi espalhada por vários cantos do Sesc. Até a piscina vira palco para um trabalho de Francisco Costa, diretor criativo da Calvin Klein, que veste quatro atletas, especialistas em nado sincronizado. Na água, a imagem das nadadoras são captadas por uma lente que, nas mãos do artista plástico Vic Muniz, dá um efeito caleidoscópico ao show.

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